Dilma: Pedágio paulista é cobrança de imposto disfarçada

Em SC, a petista também criticou gestões anteriores ao dizer que foi só a partir de 2003 que o Brasil retomou investimento

Andréia Sadi, enviada a Florianópolis |

A candidata do PT, Dilma Rousseff , afirmou nesta quinta-feira (12), em Florianópolis, ser “radicalmente” contra os modelos de pedágios paulistas e afirmou que a cobrança é “imposto disfarçado”.  A ex-ministra fez a declaração durante participação no painel RBS, na TV Florianópolis, o primeiro compromisso da petista na região.

“Eu defendo um modelo radicalmente diferente do paulista. O paulista cobra pedágio - não é como nós cobramos - ele cobra concessão onerosa. Para nós, quem pagar menos pedágio fica com a concessão. Eles não, a licitação deles é quem pagar mais fica com a concessão. (..) Pega esse dinheiro e passa para a tarifa. Ou seja, é de uma certa forma uma cobrança de imposto disfarçada”, atacou.

A crítica de Dilma é uma das bandeiras de campanha do candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante. O senador, que tem o tucano Geraldo Alckmin como principal adversário, classifica como “abuso” as tarifas e do número de praças de pedágio e promete debater uma possível revisão nos contratos com as concessionárias.

Dilma voltou a atacar as gerações anteriores ao governo Lula ao dizer que foi só a partir de 2003 que o Brasil retomou investimentos em rodovias. “Quando nós assumimos o governo, as rodovias estavam sucateadas. Só fomos recuperar a partir de 2005 a 2006 e aí o governo começou a investir, mas não damos conta de resolver tudo em cinco anos. São problemas históricos”, afirmou.

Após o painel, Dilma se reunirá com empresários e participará de uma caminhada da Praça Miramar ao Mercado Público. Dilma está acompanhada do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e da candidata ao governo de Santa Catarina, a senadora Ideli Salvatti. 

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