Dilma: 'Não tratamos movimentos sociais na base da bordoada'

Em evento da Contag, petista sugeriu que rival tucano José Serra prepara fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Andréia Sadi, iG Brasília |

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltou a atacar nesta terça-feira o seu principal adversário na corrida eleitoral, o tucano José Serra. Ao falar para uma plateia reunida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a petista sugeriu que o adversário prepara o fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Em seguida, disse que seu partido não trata os movimentos sociais "na base da bordoada".

Fellipe Bryan Sampaio
Dilma recebe apoio da Contag ao lado do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e o presidente do PT, José Eduardo Dutra

"Nós tratamos movimento sociais com respeito (...). Não na base da bordoada, nem fingimos que escutamos", provocou Dilma, que não citou diretamente o adversário.

Ao falar sobre o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a petista classificou de "absurda" a proposta do adversário tucano de acabar com a pasta: "Nós não concordamos com isso, o meu projeto não concorda com isso. O ministério mostrou que nossa política de agricultura familiar se desenvolveu e transformou em uma potência".

Dilma prometeu ampliar o alcance do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para pelo menos mais dois milhões de famílias.

“Vou incorporar mais 2 milhões de agricultores familiares no Pronaf. Porque isso é importante e não pode ficar dentro dessas paredes. Se nós quisermos ser um país rico e desenvolvido temos que acabar com a pobreza e uma parte importante dessa pobreza está no campo”, disse.

A ex-ministra também fez críticas veladas ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nesse caso, a candidata do PT ao Planalto investiu na tese de que não adianta "fazer reforma agrária como faziam neste país". Não adianta fazer  como no passado, colocando a pessoa no fim do mundo, não dando estrada não dando crédito nem educação", criticou.

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