Dilma ironiza Serra: 'Quando jogam água em mim eu me esquivo'

Candidata do PT à Presidência diz que já foi alvo de 'toda sorte de calúnias e difamações'

Matheus Pichonelli, enviado a Caxias do Sul |

Agência Estado
Tarso Genro, Dilma Rousseff e Lula em comício em Caxias do Sul, RS
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , ironizou nesta quinta-feira o adversário José Serra (PSDB) ao afirmar que não faz “conversa fiada” quando é alvo de ataques de militantes nas ruas.

Em discurso ao lado do presidente Lula, em Caxias do Sul (RS), a ex-ministra lembrou do episódio ocorrido no mesmo dia, em Curitiba, quando manifestantes lançaram bexigas de água em direção a ela.

“Hoje a gente assistiu na televisão essa bolinha de papel virar uma arma maligna. Uma bola de papel. Isso significa o seguinte: significa a utilização do mesmo expediente do Rojas, aquele jogador de futebol que se feriu com uma gilete para criar tumulto. Numa campanha eleitoral, a gente às vezes é objeto de algumas ações. Hoje um balão cheio de água foi atirado de um edifício sobre a minha carreata e eu me esquivei. Eu não faço conversa fiada com bola de borracha com água. Eu me esquivo.”

O episódio lembrado por Dilma, também já citado pelo presidente Lula, ocorreu em 1989, no Maracanã, quando o goleiro chileno Rojas fingiu ter sido atingido por um sinalizador à beira do campo na tentativa de anular o jogo quando seu time perdia para a seleção brasileira.

Dilma disse novamente que é “objeto de toda sorte de calúnias e difamações, de malabarismos, invenções e falsidades nessa campanha”. Segundo ela, os adversários mentem quando prometem dar continuidade aos programas sociais do governo Lula. “Eles representam outro projeto que não é o nosso”.

No encerramento de sua visita ao Estado onde deu início à sua carreira política, Dilma afirmou que o Rio Grande do Sul viveu um período de decadência econômica que só foi interrompida durante o governo Lula. Assim como fez o presidente pouco depois, ela usou números relativos ao desemprego no País divulgados pelo IBGE para dizer que, na disputa eleitoral, estão em confronto dois modelos de desenvolvimento. Ela ironizou o governo tucano ao dizer que durante a gestão Fernando Henrique Cardoso foi criada a expressão “inimpregáveis” em referência às pessoas que não poderiam ser encaixadas no mercado de trabalho.

"A culpa do desemprego não é do trabalhador que não tem emprego, mas do governo que não faz por onde criar empregos necessários”, disse.

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