Dilma ironiza jingle de Serra

A candidata do PT à Presidência da República disse que não fala ¿nem amarrada¿ sobre possibilidade de vitória no primeiro turno

Andréia Sadi, iG Brasília |

A candidata Dilma Rousseff (PT) ironizou o jingle da campanha do principal adversário, José Serra (PSDB), que sugere a eleição dele para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A respeito do apelo tucano para colocar o Zé no lugar do Silva, Dilma ironizou: “Você acha que é plausível? Tenho minhas dúvidas”, provocou.

A petista falou à imprensa, nesta segunda-feira, após reunião com assessores, no escritório político em Brasília, sobre a estreia, amanhã, do programa no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

A presidenciável manteve a cautela quando questionada sobre a eleição. Dilma disse que não fala "nem amarrada" sobre uma vitória no primeiro turno, mesmo com as pesquisas apontando vantagem da candidata sobre José Serra . “Isso é de uma soberba e pretensão. Porque é de uma soberba e de uma pretensão a gente achar que decide a eleição antes do dia 3 de outubro.”

A ex-ministra da Casa Civil atribuiu o seu crescimento nas pesquisas eleitorais à popularidade do presidente Lula, mas, também, à popularidade do governo. “É algo que eu represento. E eu represento o governo do presidente Lula”, afirmou.

Remédio a custo zero

A candidata do PT disse que pretende oferecer remédios a custo zero para doenças como hipertensão e diabetes, por meio das redes privadas de farmácia, caso vença a eleição de 2010. Segundo ela, 90% já são subsidiados a um gasto de R$ 400 milhões por ano pelo governo e sua proposta seria complementar. “Seria subsidiar os 10% restantes. Por que a rede de farmácia do esquema farmácia popular? Sobretudo a rede privada por sua elevadíssima capilaridade. Você tem farmácia em todos os cantos do País. Seria uma forma de facilitar o acesso da população a esse tipo de medicamento”, disse.

Questionada quanto custaria a implantação da universalização dos remédios, Dilma não deu valores, mas disse que não será um custo elevado. Sobre o fim da CPMF, a ex-ministra voltou a lamentar a perda de R$ 40 bilhões do chamado imposto do cheque, mas aposta no aumento do PIB brasileiro para compensar a derrota da prorrogação no Congresso Nacional. “É um grande esforço que terá de ser feito", afirmou.



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