Dilma evita perguntas sobre propina paga a filho de Erenice

Em visita ao Rio, candidata não comentou novos dados que confirmaram que Israel Guerra recebeu R$ 120 mil de empresário

Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro |

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , ignorou perguntas de jornalistas sobre novos dados das investigações da Polícia Federal (PF) que revelam que o filho de sua ex-assessora Erenice Guerra recebeu R$ 120 mil do empresário Fábio Baracat. O candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB), apoiou Dilma na decisão de não responder à pergunta.

“Esse aí (repórter que perguntava sobre o caso) da direita é maluco”, comentou Cabral, que  acompanhou a petista em visita à favela do Cantagalo, na cidade do Rio de Janeiro, junto com os candidatos ao Senado Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB).

 Confrontada com os resultados das pesquisas, que mostram uma diminuição de sua vantagem sobre os outros candidatos, Dilma se mostrou confiante e disse estar "na margem de erro"

“Uma pessoa me dá 49%, outra me dá 50%, outra 51%. Eu estou na margem de erro. Não vejo nenhum problema (...). Não se pode subir no salto alto porque tem que ter respeito pela eleição”, avaliou a petista, que se disse feliz com o que vê em sua campanha pelo Brasil.

A candidata também foi questionada sobre a possibilidade de acontecer no Brasil o que ocorreu no México após a eleição de Felipe Calderón, quando o país ficou dividido e o presidente teve dificuldades de governar. A exemplo do presidente Lula, Dilma disse não acreditar na possibilidade.

“Nós não somos um país dividido (...). Demonstramos isso fazendo parcerias com todos os governos de que partido fossem”, afirmou a presidenciável, antes de dizer que o Brasil é hoje um “país pacífico”, com a retirada de milhões da pobreza e entrada de outros milhões na classe média.

Dilma Rousseff ficou menos de uma hora no Complexo Rubem Braga. Visitou os elevadores panorâmicos que permitem o acesso dos moradores do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho ao metrô de Ipanema e o mirante construído no local após a entrada da UPP, no fim de 2009. A candidata do PT fica no Rio durante todo o fim de semana.

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