`Dilma é puxadora de votos na Bahia¿, diz Wagner

Candidato afirma que, apesar de ter palanque duplo na Bahia, candidata `daria preferência ao seu nome¿

Aura Henrique, iG Bahia |

O candidato petista ao governo da Bahia, Jaques Wagner (PT), aproveitou a entrevista que concedeu, na manhã desta terça-feira (24) ao Jornal da Bahia no Ar, da Record baiana, para colocar pimenta na moqueca do seu oponente Geddel Vieira Lima (PMDB). Às vésperas do comício petista, que levará a Salvador de uma só vez a presidenciável Dilma Rousseff e o presidente Lula, Wagner afirmou que, apesar de receber apoio de PT e PMDB na Bahia, a candidata daria preferência ao seu nome.

Agência Estado
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, chega à sede da Band TV para o debate
“A candidata Dilma tem dois palanques. Isso não quer dizer que ela apoie dois candidatos aqui. Ela não tem porque declarar se é A ou B”, disse Wagner, ao inferir que teria a primazia do apoio de Dilma. “Aqui na Bahia ela já é puxadora de votos. Ela já tem 55%”, afirmou.

Sobre a coligação do PT com mais oito partidos no Estado, Wagner não vê problemas. “A coligação não atrapalha, faz parte da democracia”, garantiu. O candidato usou a entrevista também para conclamar a população em favor dos candidatos a deputado da base governista, tanto federais quanto estaduais. “Vamos eleger mais deputados para dar mais conforto a Dilma e aqui na Assembleia (Legislativa)”, disse.

Wagner ainda respondeu a perguntas sobre a polêmica das barracas de praia de Salvador, que estão sendo derrubadas por ordem judicial desde ontem na capital. Os empreendimentos comerciais foram construídos na faixa litorânea que corresponde à área de propriedade da União. O candidato garantiu que está se esforçando para dar uma solução digna às centenas de famílias que já perderam seus empregos, ainda que esta não seja uma responsabilidade direta sua.

Sobre a segurança pública, Wagner repete uma espécie de mantra de que esta “é uma das mais duras lutas da gestão, principalmente após o advento das drogas, crack e cocaína”. Ele listou como trabalho realizado a contratação de mais de seis mil policiais, a renovação da frota das polícias Civil e Militar, o aumento do número de vagas em presídios. Além disso, o candidato citou o serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública, que teria conseguido “colocar para fora (da Bahia) bandidos de alta periculosidade”.

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