Dilma e Lula querem voto feminino para vencer no 1º turno

Com agenda própria, primeira-dama Marisa Letícia deve reforçar já nesta próxima semana papel de apoio à Dilma

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Nos últimos dias tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto a candidata do PT à sucessão, Dilma Rousseff, têm batido na tecla da importância das mulheres na política. Na manhã deste sábado, durante comício em Mauá, enquanto Dilma prometeu mais uma vez que vai governar como uma "mãe", Lula reclamou do preconceito eleitoral contra as mulheres, na maioria das vezes vindo do próprio eleitorado feminino. Ao lado dele no palanque a primeira-dama, Marisa Letícia, cumpria um papel mais do que figurativo. Na semana que vem Marisa, que já vem desempenhando papéis na campanha, terá novamente agenda própria, sem o marido, em caminhada com o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante.

Agência Estado
Ato político do PT em Mauá reuniu Luiz Inácio Lula da Silva, a candidata do à Presidência, Dilma Rousseff e a primeira-dama, Marisa Letícia
Baseados em pesquisas internas, o comando da campanha de Dilma elegeu o eleitorado feminino, principalmente de São Paulo e Minas Gerais, como alvos prioritários. A avaliação é que se Dilma melhorar o desempenho entre as mineiras e paulistas a eleição termina no primeiro turno. Sondagens internas mostram que o discurso de "mãe" provocou aumento significativo das intenções de voto em Dilma no eleitorado feminino do interior de São Paulo.

Sábado de manhã em Mauá Dilma repetiu o discurso: "Vou governar este País com a atenção de uma mãe, o carinho de uma mãe e a força de uma mãe", disse ela. E Lula reforçou: "Se eu não tivesse a Marisa, tivesse um filho e precisasse deixar este filho para alguém cuidar eu deixaria com ela (Dilma)", disse ele.

Por outro lado os petistas avaliam que o discurso de Lula de combate ao preconceito eleitoral contra as mulheres tem ajudado a reduzir a rejeição à candidata neste segmento. Em seus discursos Lula compara Dilma a ele próprio, diz que perdeu várias eleições porque os pobres tinham preconceito de votar em outro pobre e faz a analogia com o eleitorado feminino de hoje.

"Nós não fomos educados para votar em nós. Se você pegar a pesquisa de hoje vai perceber que tem mais votos entre os homens do que entre as mulheres. As mulheres são maioria no Brasil, já são 52%", disse Lula neste sábado em Mauá. "Um dia uma maioria que é pobre, como eu, decidiu votar em um metalúrgico para ser presidente da República", comparou o presidente.

Também baseados em pesquisas os coordenadores da campanha de Dilma decidiram reforçar a presença de Marisa. Ao contrário de campanhas do próprio marido, nas quais sempre teve participação discreta, Marisa é figura constante em comícios e outros eventos eleitorais. Na sexta-feira à noite, no comício em Osasco, foi a primeira a ser saudada pela candidata, que a chamou de "fantástica". Sem Lula Marisa já foi ao debate da Band, fez uma caminhada em Brasília e fará campanha para Mercadante, em São Paulo, na semana que vem. "Se ganharmos as mulheres de São Paulo e Minas a eleição acaba no dia 3 de outubro", disse um coordenador da campanha.

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