Dilma diz querer evitar anúncio 'fragmentado' de ministérios

Presidenta eleita evita falar em nomes, mas adianta que fará reunião com governadores para tratar de saúde e segurança

iG São Paulo |

A presidente eleita da República, Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que vai evitar fazer anúncios “fragmentados” sobre a montagem do ministério para o próximo governo.

“Não digo que vou anunciar um bloco inteiro, todo o governo, mas eu pretendo não fazer anúncios fragmentados, espalhados, mas fazer por blocos”, disse a petista, que evitou mais uma vez evitou citar nomes dos ministeriáveis.

Ela adiantou, no entanto, que pretende fazer em breve uma reunião técnica com a equipe de transição de governo. Dilma disse também que pretende reunir governadores para encaminhar as primeiras medidas para questões de saúde e segurança.

Na entrevista, a presidenta eleita falou sobre sua militância contra a ditadura e afirmou que, a partir do momento em que o Brasil se transformou em uma democracia, a vida a levou para “caminhos insuspeitos”.

Ela relatou também que teve de se convencer “aos poucos” após ser sondada pela primeira vez como possível candidata à sucessão presidencial. “Chegar a ser presidente é um sonho que todo brasileiro esconde até o fundo da alma”, disse.

A presidenta afirmou também que chorou, mas “não de uma vez só”, desde que soube que estava eleita. “É preciso que o tempo passe para que você absorva uma notícia desse tamanho, do tamanho do Brasil. E não é uma noticia qualquer saber que você vai ser responsável por esse país imenso, de dimensões continentais”.

Na entrevista, Dilma voltou a afirmar seu compromisso com a manutenção dos pilares da macroeconomia e, assim como havia feito em seu pronunciamento, disse já contar com um crescimento menor dos países desenvolvidos. Declarou também que vê "indícios de que há hoje no mundo uma guerra cambial". "Acho que tem moedas subvalorizadas. Acredito que uma das coisas importantes são as reuniões multilaterais em que fique claro que nós, por exemplo, iremos usar de todas as armas para impedir o dumping, política de preço que prejudique a indústria brasileira e vou olhar com muito cuidado, porque não acredito que manipular câmbio resolva coisa alguma”, disse.

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