Dilma diz que 'só se fosse louca' comentaria 2º turno

Em Brasília, candidata petista toma cafezinho 'na faixa' com aliados e não circula pelo local para evitar tumulto

Andréia Sadi, iG Brasília |

nullEm visita a rodoviária de Brasília, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , cumpriu típica agenda de campanha nesta terça-feira: tomou cafezinho em uma lanchonete com aliados do Distrito Federal, cumprimentou a militância presente, mas evitou circular pelo local. Para não criar mais tumulto, o staff da candidata montou um cerco para jornalistas acompanharem a coletiva de imprensa, quase inaudível diante das manifestações dos simpatizantes. Questionada se prefere o segundo turno com Marina Silva (PV) ou José Serra (PSDB), Dilma respondeu rindo: “Eu só se for completamente louca respondo uma pergunta dessa”.

Na entrevista, Dilma comentou a pesquisa Datafolha e disse ser “normal subidas e descidas” nesta fase da eleição, mas fez um apelo à militância: “Não esmorecer, ir para rua e disputar voto a voto. Peço serenidade porque estamos no rumo certo. (..) Manter o nível, não brigar, não ter baixaria. Buscar o voto e não achar jamais que resolvemos as coisas antes da hora”, ponderou.

Pesquisa Datafolha divulgada na madrugada de hoje aponta que a petista não tem mais a garantia de vitória no primeiro turno. Para vencer as eleições já na primeira fase, é necessário ter 50% mais um voto. Dilma disse que até domingo outras pesquisas virão e, por isso, não recomenda “gastar todas emoções” hoje. “Regra do jogo é a seguinte: primeiro tem o primeiro turno. Resolve isso e depois vê: se o primeiro turno vira segundo ou se acaba no primeiro. Ninguém tem como antecipar nada”, afirmou.

Roteiro
Após conceder a coletiva, Dilma tomou café e comeu salgadinhos na lanchonete Tupã acompanha pelo candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o deputado federal Geraldo Magela e o candidato ao Senado pelo PDT, Cristovam Buarque. Dilma posou para fotógrafos, brincou com uma criança que furou o cerco da campanha e se despediu da militância.

O dono do estabelecimento disse que a campanha escolheu o local , mas não pagou o café. Segundo os funcionários, o café e os salgadinhos foram um “oferecimento” a Dilma.

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