Ao falar em entrevista de rádio sobre pena para criminosos perigosos, Dilma fez crítica indireta ao Judiciário

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, fez uma crítica indireta ao Judiciário na manhã desta quarta-feira. Dilma reclamou da não aplicação de penas a criminosos perigosos. Segundo ela, as leis prevêem penas duras para crimes graves, os governos se esforçam para prender os criminosos, mas todos voltam rapidamente às ruas porque as penas nunca são aplicadas na totalidade.

“Muitas vezes a penalidade está prevista na lei. O problema é a aplicação”, disse Dilma em entrevista à rádio Record. Ela defendeu mais rigor na aplicação das leis. “Há um esforço enorme para prender e uma grande flexibilidade para soltar dentro da lei”, afirmou.

Dilma fez questão de distinguir sua posição daqueles que defendem bandeiras como a prisão perpétua e a pena de morte. “Mesmo que alguém seja condenado a 150 anos, o máximo que vai ficar na cadeia é 30 anos. O que é sério é se um pedófilo vai ou não cumprir a pena. O que importa é que a pessoa cumpra a pena integralmente”, disse Dilma.

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