Dilma diz que Erenice acertou em deixar o governo

A candidata ironizou denúncia sobre suposta intermediação de empréstimo no BNDES: 'parece a história de comprar terreno na lua'

Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro |

Agência Estado
A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o governador Sérgio Cabral participam de almoço na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro
A candidata do PT à Presidente da República, Dilma Rousseff , disse, hoje, em entrevista coletiva na Associação Comercial do Rio de Janeiro, que considera acertada a decisão da ministra Erenice Guerra de sair do cargo. “Quando existe investigação no caso, é sempre bom que se afaste do cargo para que a investigação corra da melhor forma”, disse.

Questionada sobre o envolvimento do seu próprio nome no escândalo que provocou a demissão da Ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, sua sucessora no cargo, Dilma pediu provas para que houvesse qualquer acusação. “É importante não perder a referência. Tem de provar que fez, não, provar que não fez. Como eu estou envolvida?”, indignou-se Dilma.

A petista afirmou ter tomado conhecimento pelos jornais da denúncia divulgada hoje pela Folha de S. Paulo sobre uma tentativa de empréstimo no BNDES, que envolveria o filho de Erenice, Israel Guerra. “Pedir 9 bilhões para 600 megawatts seria o projeto mais caro de energia do Brasil. Que bom que o BNDES não aceitou. (...) Essa história me parece a história de comprar terreno na lua”, ironizou.

Por fim, a candidata disse não acreditar que o caso Erenice Guerra vá afetar a sua campanha. Dilma discursou durante uma hora em almoço com empresários do Rio de Janeiro. Estavam presentes o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, os candidatos ao Senado Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB), além dos senadores Marcelo Crivella (PRB) e Francisco Dornelles (PP).

Temer

Em São Paulo, o candidato a vice na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB), afirmou que a demissão da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, não macula a candidatura petista e não deve adiar a definição da disputa para um segundo turno. "Não estou subindo no salto, mas acho que não vai exigir segundo turno, vamos ganhar a eleição no primeiro turno", afirmou o peemedebista.

Temer disse ainda que, se a chapa que compõe com Dilma sair vitoriosa, o futuro governo PMDB-PT vai "blindar a Casa Civil" e todos os demais órgãos para evitar desvios. Ele chamou de "acidente" o episódio envolvendo Erenice Guerra e alegou que, "quando esses acidentes ocorrem, são imediatamente corrigidos".

(Com informações da Agência Estado)


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