Dilma diz que denúncia é 'salto mortal' da oposição

Candidata petista rechaça ligação de seu nome com as acusações de suposto tráfico de influência na Casa Civil

Alessandra Oggioni, iG São Paulo |

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que não vai mais comentar a reportagem da revista Veja , que acusa de tráfico de influência a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e o filho dela, Israel Guerra. “Não respondo a isso. Não tenho que provar nada de minha pessoa. Não estou sendo acusada de nada. Não falo nada sobre assuntos que só interessam à pauta negativa e caluniadora do meu adversário”, declarou a candidata durante visita à associação de moradores de Paraisópolis, em São Paulo.

Na avaliação da petista, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aproveita a acusação para tentar reverter o cenário de desvantagem em que se encontra nas pesquisas: “Estes saltos mortais que pegam um fato e querem ligá-lo a mim e, no meio, não tem nada, eu não vou dar combustível a isso.”

Ontem, logo depois que a revista chegou às bancas, Serra classificou de " centro de maracutaias " a Casa Civil, gabinete que Dilma ocupou até sair candidata à Presidência da República. Já a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, classificou a denúncia como grave e disse que será inevitável que o assunto seja abordado no debate dos presidenciáveis marcado para esta noite na RedeTV!.A candidata verde disse que tanto a suspeita de tráfico de influência na Casa Civil como as recentes quebras de sigilo na Receita Federal representam um cenário de barbárie administrativa na gestão pública brasileira.

Em entrevista à imprensa hoje, Dilma também comparou os governos Lula e FHC, aproveitando para criticar a gestão tucana: “Em 2002 a tese era de que o PT não conseguiria governar o Brasil, e hoje o presidente Lula entrega o Brasil com 7% de taxa de crescimento (...). Caos foi o Fernando Henrique (Cardoso) deixar o governo do jeito que deixou. Caos é o fato de não deixar que ele apareça no programa de TV. Eu tenho orgulho de aparecer do lado de Lula".

Agência Estado
Dilma Rousseff cumprimenta eleitores em Paraisópolis, zona sul de São Paulo
A candidata disse, ainda, que a responsabilidade sobre a apuração das denúncias é "assunto do governo" e, não, de sua campanha.  

Paraisópolis

Além de Dilma Rousseff, o candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, e os candidatos ao Senado Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PcdoB) também visitaram Paraisópolis neste domingo.

Mercadante falou que os moradores da segunda maior favela de São Paulo sofrem com a precariedade dos recursos de saúde e educação. "As pessoas demoram seis meses para ter acesso a consultas e exames", disse o candidato.

O senador também comentou sobre as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil e disse que tudo precisa ser investigado pelas instituições competentes. "Vamos aguardar a apuração e ter informações mais cuidadosas para não fazer qualquer tipo de pré-julgamento e usar politicamente, às vésperas das eleições, denúncias que sao jogadas ao ar e, depois, não se sustentam".

A ex-prefeita Marta Suplicy acredita que a oposição utiliza o caso como manobra eleitoreira. "Na hora de uma campanha política aparece de tudo. Eu acho que continua a baixaria. (...) Serra não vai ganhar eleição deste jeito", criticou.

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