Dilma diz que campanha de Serra quer embaralhar eleições

A presidenciável minimizou a coincidência de agendas do governo e da campanha dela

Andréia Sadi, iG Brasília |

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , repudiou, nesta quarta-feira (11), as acusações de que a sua campanha estaria vinculada a supostos dossiês contra a oposição e disse que a campanha tucana tenta embaralhar a eleição insistindo no assunto.

Durante coletiva em evento da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a petista voltou a acusar a campanha do adversário José Serra (PSDB) de reeditar a tática do “medo”, de 2002, quando enfrentou Luiz Inácio Lula da Silva na disputa para presidente.

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“Uma ótima atriz foi à TV falar que tinha medo do governo Lula. Naquela época, a esperança venceu o medo”, disse a petista, em referência à participação de Regina Duarte na campanha tucana.

Valorizando a resposta do PT na eleição de 2002, Dilma disse que a campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, “copiou” a frase [a esperança venceu o medo]. Segundo ela, a campanha de Lula inspirou o “mote” da candidatura americana [Sim, nós podemos].

Apesar da comparação, a petista disse que não aceita repetir temas de outras eleições. “Eu repudio essa tentativa de levantar esse tipo de problema em campanha eleitoral. Primeiro, porque isso embaralha as questões. Segundo, porque não vou me dispor a ficar levantando procedimentos indevidos em campanhas alheias no passado”, respondeu.

Dilma também alfinetou gestões anteriores ao dizer que o governo do presidente Lula começou um processo que “ressuscitou” o transporte ferroviário no País. “A partir daí estruturamos a malha ferroviária partindo da rodovia norte-sul que corta o Brasil de ponta a ponta”, disse. A ANTF entregou à candidata um documento com propostas para o setor, ressaltando a discussão do sistema ferroviário de cargas e de passageiros entre 2010 e 2020.

Em entrevista antes do evento, Dilma aproveitou para rebater as críticas de que a sua campanha estaria em agenda casada com o Planalto. A presidenciável admitiu a sintonia, mas afirmou não ver problema no aproveitamento da divulgação de dados pelas pastas do governo para definir os temas de campanha e favorecer a candidatura.

“Tem alguma coisa errada em divulgar os dados? Qual a correlação entre a minha campanha e os dados do governo? É a seguinte: tudo que for positivo para o governo é uma realização que eu tenho orgulho de ter participado”, afirmou.

Números inflados

Dilma negou que tenha inflado números em relação aos investimentos em saneamento no Rio de Janeiro. A candidata disse que  o governo federal já destinou ao Estado mais de R$ 4,3 bilhões para essa área por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo a petista, a capital fluminense foi beneficiada com R$ 1,7 bilhão em saneamento e urbanização de favelas, e na favela da Rocinha, o governo federal já investiu R$ 276 milhões em urbanização e saneamento.

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