Dilma diz que Brasil não é "carro desenfreado"

Petista rebateu reportagem da revista britânica "The Economist"

Silvana Mautone, especial para o iG, de Nova York |

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rebateu artigo da revista inglesa The Economist , que na edição desta semana publicou uma matéria em que afirma que o crescimento do Brasil não é sustentável porque "o Brasil não é a China". A publicação diz que os investimentos do governo federal adotados após a crise de 2008 deveriam ser temporários mas se tornaram permanentes. "A economia está começando a parecer um carro da Toyota com o acelerador grudado no chão", diz o texto, uma alusão aos recentes problemas da montadora japonesa, que teve de anunciar o maior recall da sua história devido a problemas no freio de seus veículos.

"Temos uma trajetória de queda da relação dívida/PIB e também um déficit nominal decrescente", afirmou Dilma. "Não se pode avaliar a economia brasileira como um descontrole ou desenfreio." De acordo com ela, muitos analistas trabalham com uma estimativa de crescimento da economia brasileira acima da projetada pelo governo, que é de 6% a 7% ao ano. A matéria da The Economist afirma que um crescimento acima de 5% seria uma situação insustentável para o Brasil.

De acordo com a pré-candidata do PT, comparar o Brasil a um carro desenfreado não faz sentido porque "o nosso tem (freio)". "Tem US$ 250 bilhões de reservas que nós acumulamos. Um carro desenfreado não tem essa trajetória fiscal que nós temos. Um carro desenfreado não tem um controle da inflação que nós temos. E mais: um carro desenfreado não tem um motorista que é capaz de num ano eleitoral subir os juros na contra-corrente do que fizeram nos anos anteriores a nós, nos governos anteriores, em que se esperava passar a eleição para dar as más notícias", disse Dilma, em referência à decisão do Banco Central brasileiro, que elevou a taxa de juros pela primeira vez em quase dois anos no mês passado, numa tentativa de combater o aumento da inflação.

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