Dilma diz que aborto não pode ser o tema central das eleições

Candidata reclama de propaganda de Serra que a associa a Collor, e diz que, com apenas dois candidatos, "boatos vão ter origem"

Ana Paula Leitão, iG de Brasília |

Fellipe Bryan Sampaio, iG Brasília
Dilma atende jornalistas em entrevista coletiva após visitar orfanato
A presidenciável Dilma Rousseff (PT) declarou que o aborto não pode ser o centro das discussões entre os candidatos à Presidência da República. “Eu acho que essa discussão é legítima, só não pode ser o centro de todo o debate no Brasil”, reclamou.

Dilma criticou a propaganda do adversário tucano, José Serra, que associa a petista ao ex-presidente da República Fernando Collor de Melo. “Eu acho que meu opositor utiliza de métodos cada vez mais agressivos e infundados. Mas agora só tem dois candidatos, os boatos vão ter de ter origem”, disse, após visitar o orfanato Casa de Ismael em Brasília.

A candidata prometeu criar mais seis mil creches e fazer convênios com entidades sem fins lucrativos. “Eu vou fazer 6 mil creches no Brasil, mas além disso eu vou fazer convênios com instituições sem fins lucrativos e privadas, para que nossas crianças tenham uma oportunidade. Até porque hoje elas fazem um trabalho expressivo com recursos deficitários”.

E garantiu que vai incentivar políticas públicas para promover o uso de métodos contraceptivos. "Tem de explicar como a menina faz para não ficar grávida, tem de impedir que isso ocorra. Um dos fatores responsáveis pelo abandono é a gravidez na adolecência. Você vê situações de extremo risco, onde jovens recorrem ao aborto com agulhas de crochê. Tudo isso é face da mesma moeda, é a corrosão da família. ".

Dilma negou ainda estar desanimada na campanha para o segundo turno das eleições. “Eu vou lutar todos os dias, vou encarar todas. Pelo contrário, nunca tive tão animada”.

Ela rebateu suposta denúncia de irregularidades na Petrobrás. “Eu gostaria de saber quais são as irregularidades apontadas. Eu quero saber se em algum momento nós questionamos os empresários, ministros do governo, por ter empresa, como Roberto Rodrigues e o Furlan. Tem de ter muito cuidado com isso, porque isso é especulação contra a maior empresa do Brasil”.

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