Dilma deixa PT de lado em pronunciamento; Serra ignora Aécio

Petista não mencionou o partido nos agradecimentos, enquanto o tucano evitou tocar no nome do mineiro

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

Duas ausências foram observadas nos eventos que encerraram, na noite deste domingo, as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para a Presidência. Do lado da presidenta eleita, não houve, durante pronunciamento feito após a divulgação do resultado, qualquer referências ao Partido dos Trabalhadores e à militância da legenda. Diferentemente do tom que marcou as eleições do presidente Lula, a fala, desta vez, tinha como destaque um comedido agradecimento à coalizão de partidos em torno do próximo governo.

Serra, por sua vez, não fez menção ao ex-governador Aécio Neves (PSDB), senador eleito por Minas Gerais e considerado, até então, peça-chave para alavancar o apoio ao presidenciável tucano no segundo maior colégio eleitoral do País. Aécio foi a principal ausência do palanque onde foi feita a despedida do tucano, em São Paulo. Dilma recebeu em Minas quase 60% dos votos.

Aécio e Serra protagonizaram embate interno no partido pela indicação da candidatura para a Presidência. No fim, o ex-governador paulista venceu a queda de braço e Aécio se contentou em disputar o Senado, de onde deve se projetar, a partir de agora, como principal nome da oposição ao governo petista.

Durante o pronunciamento, Serra levou ao palanque improvisado o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a quem chamou de “meu querido companheiro de muitas jornadas”, o ex-candidato a vice, Indio da Costa (DEM), e o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, coordenador da campanha tucana à Presidência.

Referindo-se à militância e à coordenação de sua campanha, o tucano agradeceu a companhia e disse que, “nesses meses, quando enfrentamos forças terríveis, vocês construíram uma fortaleza”.

Dilma, por sua vez, discursou ao lado de aliados como o deputado eleito Gabriel Chalita (PSB-SP), os senadores Magno Malta (PR-ES) e José Sarney (PMDB-AP) e o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), que recebeu dela menção especial.

 “Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental”, discursou ela.

Na cota petista, estavam ao lado da presidenta a senadora eleita Marta Suplicy (SP) e os governadores eleitos Tarso Genro (RS) e Agnelo Queiróz (DF), além do ministro Alexandre Padilha e do deputado Antonio Palocci Filho (SP), um dos principais auxiliares da campanha e provável nome para integrar o ministério do governo Dilma.


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