Dilma defende abertura de capital da Infraero

Candidata, porém, afirma que para parceria público privada vingar, é necessário ¿um marco regulatório claro¿

Samia Mazzucco, iG Rio de Janeiro |

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, defendeu nesta segunda-feira (2) a abertura de capital da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária ) e a mudança na “governança” da estatal.

Para a candidata, o uso de capital de empresas privadas em parceira com o governo é uma saída para melhorar o sistema aeroportuário nacional.

“Acredito que não tem grandes dificuldades se a gente abrir o capital da Infraero, mantendo o controle na mão do Estado, da mesma forma que a Petrobras é”, disse a candidata, ao responder questões sobre a ampliação dos aeroportos do País para a Copa-2014 e a Olimpíada-2016.

A ex-ministra, porém, defendeu uma legislação específica para evitar contratempos. “Para qualquer parceria público privada terá que ter um marco regulatório muito claro”, disse.

A presidenciável também afirmou que resolver os problemas dos aeroportos brasileiros será prioridadade para "o primeiro dia", caso seja eleita.  “Há aeroportos bons e ruins. Vamos ter que concentrar na solução de dois problemas. Primeiro nos de grande concentração, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e, agora, Minas Gerais. O Brasil está precisando de aeroportos regionais”, disse.

Questionada sobre a incapacidade de o atual governo resolver as questões do setor, a candidata afirmou que vários aeroportos foram recuperados. "Em oito anos não se pode fazer tudo. Não se pode resolver várias áreas. Mas teremos totais condições de equalizar a questão dos aeroportos", disse. A presidenciável também afirmou que o segmento sofreu por anos com "ausência de planejamento".

As declarações de Dilma foram dadas após ela participar de um encontro no COB (Comitê Olímpico Brasileiro), onde ela foi recebida pelo presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, que apresentou à candidata o projeto para a Olimpíada na cidade. O governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, também estavam presentes.

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