Dilma comemora decisão do Supremo

Candidata evitou acusar Serra de tentar interferir na decisão do Supremo, mas classificou a possibilidade de 'lamentável'

Ricardo Galhardo, enviado ao Rio de Janeiro |

A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a exigência de dois documentos para as eleições deste domingo. De acordo com ela, o fim da exigência elimina possíveis restrições ao direito de votar. “Estamos muito felizes. Para nós é muito importante essa decisão porque facilita o direito de votar de milhões de brasileiros. A nossa compreensão é de que havia uma restrição”, disse a petista.

Agência Estado
Dilma Rousseff concede entrevista coletiva nesta quinta-feira (30), no Hotel JW Marriott, em Copacabana
A candidata evitou acusar seu adversário tucano José Serra de tentar interferir na decisão do Supremo, conforme revelou a Folha de S.Paulo em matéria veiculada nesta quinta-feira. Segundo Dilma, não há prova de que Serra tenha de fato pedido ao ministro Gilmar Mendes que suspendesse a votação como alega o jornal.

Dilma disse, no entanto, que se a acusação for verdadeira trata-se de algo lamentável. “Não sei se ele entrou (em contato com Gilmar Mendes) ou não. Se entrou é uma das coisas que mais evidencia o aparelhamento. Mas quero reiterar que não vi provas disso”, pontuou.

A presidenciável aproveitou ainda a oportunidade para alfinetar Serra e dizer que não faz acusações levianas com base em boatos. No início da campanha o tucano acusou Dilma de responsabilidade na violação do sigilo fiscal de sua filha Verônica, embora não houvesse provas quanto a isso.

Para Dilma, é lamentável a onda de boatos contra sua candidatura que proliferou na internet nesses últimos dias. “Acho lamentável que tenha sido vítima desses boatos. Mas no fim a verdade prevalece”, afirmou. Segundo ela, foi uma tentativa grosseira de amedrontar o eleitorado na reta final da campanha com o objetivo de prejudicar a sua candidatura.

Embora o PT continue preocupado com a possibilidade de novos boatos surgirem até domingo, a petista disse que não vai dispensar energia nesse sentido e classificou os responsáveis por essas ações como ‘o baixo mundo da política’. A candidata também rebateu as afirmações da adversária Marina Silva (PV) que disse em entrevistas hoje que Dilma teria mudado seu discurso em relação ao aborto.

“Lamento que Marina faça avaliações a respeito das minhas convicções. Ser contra o aborto é uma questão pessoal, mas nunca escondi que no governo não é a minha opinião pessoal que vai prevalecer. Não enviarei ao Congresso nenhuma proposta para alertar a legislação”, disse.

Dilma ainda alfinetou Marina, que propõe a realização de plebiscitos para decidir questões polêmicas como o aborto, legalização das drogas e união civil entre pessoas do mesmo sexo. Segundo Dilma, os plebiscitos dividem a população e são expedientes usados por governantes que não tem capacidade de resolver os problemas.

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