Dilma aposta na presença do Estado para reduzir violência

A candidata do PT defendeu os investimentos públicos para pacificar comunidades carentes e transformá-las em bairros

Agência Brasil |

A candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff , defendeu hoje (9) a implantação de equipamentos sociais, como centros esportivos, para tentar reduzir a violência em comunidades carentes. Segundo a candidata, esse foi o motivo que a levou gravar seu programa eleitoral durante a manhã no centro esportivo da Rocinha, comunidade da zona sul da cidade do Rio.

“Esses centros são cruciais, principalmente, dentro da política de conquista, transformando essas comunidades em áreas pacificadas. O processo para se chegar a isso começa com equipamentos sociais, com a volta do Estado investindo nessas comunidades e transformando-as em bairros. No Brasil, no passado, o Estado saiu dessas comunidades. Simplesmente as abandonou à própria sorte”, disse Dilma.

A candidata voltou a prometer a construção de 800 centros esportivos em comunidades carentes de todo o país e a implantação de quadras cobertas em dez mil escolas brasileiras, como incentivo às Olimpíadas de 2016, que serão promovidas no Rio de Janeiro. “Para sermos uma potência olímpica, o futuro começa em centros como esse. Daqui sairão os campeões de 2016”, disse Dilma, na Rocinha.

Durante entrevista concedida à imprensa Dilma também disse que, se for eleita, vai investir R$ 11 bilhões para obras de drenagem e contenção de encostas, para melhorar a situação de casas localizadas em áreas de risco.

A candidata do PT à Presidência gravou seu programa eleitoral no centro esportivo da comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Depois da gravação, Dilma disse que representa o “aprofundamento” do projeto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou.

“Tenho orgulho do meu patrimônio que é ter sido coordenadora do governo de um presidente que foi extremamente bem sucedido em desenvolver o Brasil, distribuir renda e incluir a população. Eu represento a consolidação e o aprofundamento do projeto que o presidente Lula inaugurou no Brasil em 2003”, afirmou Dilma.

Quando perguntada sobre o que achava da maior concentração de recursos na campanha de candidatos governistas, Dilma disse que o importante não é a quantidade de recursos, mas a aprovação ou não de um governo pelos eleitores. “Tem governador com 63% de aprovação e outro com 11%. Não é uma questão de desigualdade de recursos é desigualdade de voto. Tem gente que tem o governo e está perdendo eleição”, disse.

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