Dilma afirma que não está planejando medidas como eleita

A candidata do PT também disse que a discussão para o ano que vem não é ajuste fiscal, é desenvolvimento

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

A quarenta dias das eleições e com chance de vitória já no primeiro turno, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse, nesta segunda-feira, que seria um “absurdo”, a essa altura da campanha, discutir qualquer medida para como governante.

Agência Estado
Dilma Rousseff, acompanhada do candidato do PSB ao governo, Paulo Skaf, durante visita à escola Senai, em São Paulo, conhece o turno usado por Lula.
Ela negou haver um clima de “salto alto” na campanha. “Não autorizo nenhuma avaliação a esse respeito, vi as notícias. Lamento, mas, vou desmentir. Não tem discussão nesse sentido dentro da campanha”, disse a candidata ao comentar notícia publicada no mesmo dia pela Folha de S. Paulo a respeito dos primeiros planos da ex-ministra como presidente.

Sobre um possível ajuste fiscal, que estaria em discussão dentro da campanha, Dilma afirmou que se trata de uma questão extemporânea. “Não acho que seja essa a discussão do próximo ano. A discussão do próximo ano é desenvolvimento”, disse a petista.

Segundo ela, o Brasil de hoje não é igual ao de 2002, quando ao assumir, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve de tomar medidas de ajuste fiscal – entre os quais a elevação da taxa básica de juros. A ex-ministra disse que hoje as taxas de juros têm condições de convergir a níveis internacionais por causa da inflação sob controle.

As declarações foram feitas após uma visita ao Senai, onde Lula estudou durante os anos 60. Lá, Dilma conheceu o torno onde o hoje presidente aprendeu o ofício.

A visita foi acompanhada pelo empresário Paulo Skaf, candidato do PSB ao governo paulista. O encontro acontece em meio à ofensiva de Lula e Dilma para alavancar a candidatura de Aloizio Mercadante, pois o petista está muito atrás nas pesquisas que Geraldo Alckmin lidera com chance de vencer no primeiro turno. E de melhorar o desempenho da própria Dilma no Estado, onde Serra é líder nas pesquisas de intenção de voto. O crescimento de adversários é visto como estratégia pelo PT para levar a eleição para governador de São Paulo para o segundo turno.

Dilma justificou dizendo que Skaf é um candidato capacitado, e disse não ver sentido em manter por mais quatro anos uma administração que já dura 16 anos. “Aqui em São Paulo, eu tenho dois palanques, no mínimo. O Skaf é um deles. Vou dar força para os dois porque os dois me apóiam.”

Estavam acompanhando a candidata José Eduardo Cardozo, um dos coordenadores de sua campanha, e o presidente estadual do PT, Edinho Silva. “A idéia é somar e, não, dividir”, disse o dirigente petista.

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