Dilma admite que Sul é região 'crítica' da campanha

A pré-candidata do PT disse em Chapecó (SC) que o Sul, onde tem aparecido com menos intenções de voto, é a região "mais crítica"

Agência Estado |

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje, em entrevista à Rádio Super Condá, em Chapecó (SC), que a região Sul do País, onde ela tem aparecido com menos intenções de voto nas pesquisas, é "mais crítica". "(O Sul) vai olhar com mais demora a candidatura nova que eu represento", afirmou. "A antiga (de José Serra, do PSDB) é mais conhecida, até disputou a Presidência da República."

AE
Dilma chega a Chapecó
Depois de contar que nasceu em Minas Gerais, ela reiterou ter iniciado a carreira política no Sul, onde sua família se consolidou, e disse que quer essa região bastante desenvolvida. "Quando me aposentar, vou voltar para o Rio Grande do Sul", afirmou. "Nós somos referência do Brasil. Aqui se estuda antes, aqui se tem oportunidades antes."

Discursos para agricultores

Durante discurso no 2º Encontro Nacional de Habitação da Agricultura Familiar, promovido pela Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares dos Três Estados do Sul (Cooperhaf), em Chapecó, Dilma disse que governos anteriores mantiveram o País paralisado, pois "não davam importância à agricultura familiar". "Mas hoje temos esperanças reais e, de minha parte, tenho compromissos com vocês", destacou a pré-candidata, durante evento com a presença dos ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Pesca, Altemir Gregolin.

Ela citou números que vêm sendo comemorados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, como a retirada de 24 milhões de pessoas da pobreza, a criação de mais de 12 milhões de empregos e a quitação de dívidas internacionais. "E grande parte das mudanças ocorreram na agricultura familiar, onde mais se reduziu a desigualdade", disse.

Segundo ela, também a esses agricultores foram dados benefícios como a multiplicação por cinco no volume de recursos, a criação do seguro e da garantia da safra, além de compra da produção por parte do governo federal. "O governo faz porque é direito de vocês, é justo e significa dignidade e cidadania para o povo brasileiro", discursou. "Eu ajudei a fazer, eu tenho compromisso e eu assumo compromisso com continuar a fazer e avançar ainda mais."

Como a discussão era em torno da habitação rural, Dilma assumiu compromisso de fazer algumas alterações no programa Minha Casa, Minha Vida, entre elas a inclusão da reforma de casas e a redução da burocracia. Mas também prometeu a criação, dentro da gerência nacional de habitação da Caixa Econômica Federal, de um setor específico para a área rural. "Nós jamais tivemos medo de desafio e provamos que somos capazes de enfrentá-los e vencê-los", acentuou. "Nós não vamos voltar atrás, é para frente que juntos vamos andar."

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