Dificuldades serão maiores com Rosado, diz Covatti no RS

Deputado afirma que o PP tem mais capacidade de mobilização que o PPS de Berfran, mas conforma-se: "A convenção encerrou o debate"

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre |

Mais trabalho é o que o deputado federal Vilson Covatti, do PP, prevê para seu partido a partir de agora. A definição, nesta segunda-feira , 28, do apoio à chapa PSDB-PPS nas eleições ao governo do estado, encerrou discussões que se arrastavam há mais de um mês, desde o início do processo de escolha do candidato a vice-governador de Yeda Crusius (PSDB).

Apesar do fraco desempenho da atual governadora nas pesquisas, a vaga de vice vinha sendo disputada com grande interesse por diversos nomes do PP, até que, em uma decisão de cúpula, o presidente estadual do partido, Pedro Bertolucci, fechou novo acordo com o PSDB: o candidato a vice será Berfran Rosado, do PPS. Em contrapartida, Ana Amélia Lemos, postulante do PP ao Senado, concorrerá como única candidata da coligação.

Covatti se conformou, mesmo contrariado. Sem alternativas, aceitou, apesar de ainda não concordar. Não compareceu à convenção, mas, segundo ele, as notícias da imprensa local sobre o motivo não são verdadeiras - sua ausência não se deve à rebeldia, mas a uma forte gripe. Garante que vai apoiar Yeda e trabalhar muito para sua reeleição. “Temos que buscar unidade e trabalhar, não tem mais o que fazer. A convenção encerrou o debate”, disse.

O deputado, um dos interessados em concorrer a vice, encabeçou o grupo que não concordou com o novo formato de acordo, e iniciou mobilizações para que Bertolucci desfizesse novamente o combinado. A  segunda-feira foi o dia da decisão final. Uma reunião pela manhã e a convenção estadual do PP, à noite, definiram o apoio aos tucanos.

Covatti acredita que as dificuldades, a partir da indicação de Rosado como vice, serão muito maiores, tanto para o PP quanto para o PSDB. Os tucanos, segundo Covatti, teriam mais facilidade em se eleger com um vice do PP. Para ele, seu partido tem muito mais força e capacidade de mobilização do que o PPS. Ao mesmo tempo, o deputado considera que a missão do PP torna-se mais difícil: “Temos que trabalhar em dobro. As bases acreditam que não estamos nas majoritárias. A imagem que fica a partir de agora é que a coligação é PSDB-PPS. Precisamos trabalhar mais para mobilizar as bases”.

    Leia tudo sobre: Vilson CovattiBerfran RosadoYeda CrusiusrsPPPPS

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG