DF: Mensalão do DEM coloca favoritos do debate em saia justa

Roriz admite que esquema de corrupção pode ter começado em seu governo; já Agnelo, ao defender vice, repete adversário de Dilma

Fred Raposo, iG Brasília |

Confrontados por perguntas sobre o episódio que ficou conhecido como Mensalão do DEM, os principais candidatos ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT), vivenciaram uma saia justa, no debate desta quinta-feira, promovido pela Band.

Futura Press
Joaquim Roriz (e) do PSC, Agnelo Queiroz (d) do PT, em debate na Band
Roriz admitiu, pela primeira vez, que o suposto esquema de pagamento de propina pode ter sido montado durante sua administração. Perguntado sobre a escolha dos então secretários de governo José Roberto Arruda e Durval Barbosa - personagens centrais do Mensalão do DEM -, Roriz disse que definia seus auxiliares “através de currículos”.

“Não posso afirmar se (o esquema de corrupção) começou ou não começou no meu governo”, afirmou Roriz. “Pode até ser que tenha começado no meu governo. Não conhecia a personalidade de todos, não conhecia o comportamento das pessoas, então confiei”.

O Mensalão do DEM também foi uma pedra no sapato do petista Agnelo Queiroz. Ele foi questionado sobre a escolha, para vice, do ex-deputado Tadeu Filipelli (PMDB), que até o ano passado era aliado de Arruda. Ao responder, Agnelo disse: “O momento de crise é momento de assumir responsabilidade. Não tenho compromisso com o erro de ninguém”.

A frase é idêntica a dita em entrevista ao “Jornal Nacional”, no dia anterior, pelo tucano José Serra - principal adversário da candidata petista, Dilma Rousseff , na corrida presidencial. No programa, ao defender aliança do PSDB com o presidente do PTB, Roberto Jefferson, personagem do Mensalão do PT, Serra disse: “Eu não tenho compromisso com o erro”.

Roriz rebateu as acusações questionando a evolução patrimonial de Agnelo e dizendo que o ex-ministro invadiu área pública. “Eu nunca invadi área verde”, provocou Roriz. “Esse ataque pessoal mostra o destempero e certo desespero do candidato”, replicou o petista. “Ele se refere a uma casa declarada no meu imposto de renda. Meus rendimentos cobrem, como a Receita pode comprovar”.

A maior parte das críticas, contudo, foram centradas em Roriz, que lidera as pesquisas de opinião. O candidato Eduardo Brandão (PV) questionou a renúncia de Roriz ao Senado, em 2007, logo após ser eleito para o mandato de oito anos.

O candidato do PSC disse ter renunciado por uma “vontade pessoal”. “Se ter vontade de renunciar é crime, estão sou criminoso. Mas renunciei também ao foro privilegiado”, acrescentou Roriz.

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