Despachante diz que foi pago por jornalista para quebrar sigilo

Dirceu confirmou ao Jornal Nacional que o mandante das quebras de sigilo foi o jornalista Amaury Ribeiro Júnior

iG São Paulo |

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O despachante Dirceu Rodrigues Garcia admitiu ao Jornal Nacional , da TV Globo, nesta quarta-feira que recebeu R$ 8,4 mil para intermediar a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao presidenciável José Serra (PSDB) junto ao jornalista Amaury Ribeiro Júnior, antigo funcionário do jornal “Estado de Minas”.
Na entrevista exibida pelo telejornal, o despachante diz que foi procurado pelo jornalista para quebrar o sigilo fiscal de doze pessoas e que cobrou R$700 cada uma.

As cópias das declarações de Verônica Serra e seu marido, Alexandre Bourgeois, filha e genro de Serra, foram entregues ao próprio Amaury no dia 08 de outubro, num encontro no centro de São Paulo.
Um mês após a entrega dos documentos, Dirceu e o jornalista voltaram a se encontrar e o jornalista deu ao despachante mais R$ 5 mil a título de “auxilio”. O despachante disse ao jornal que ele quis saber como “estava a situação e a investigação da PF sobre o caso de quebra de sigilo”.

Dirceu negou que o valor tenha sido um “cala boca” para não revelar nada à polícia sobre o mandante das procurações falsas que permitiram o acesso às declarações dos dois à Polícia Federal.
Em entrevista coletiva mais cedo em Brasília, a Polícia Federal confirmou a versão dada ao despachante e disse que já rastreou o trajeto do jornalista, que naquele mesmo dia veio a São Paulo em um voo comercial vindo de Brasília.

A PF diz que considera o inquérito encerrado e vai remeter as investigações ao Ministério Público Eleitoral, em Brasília. A PF disse que não será investigado se houve participação de integrantes ligados à pré-campanha de Dilma Rousseff ou de políticos ligados ao PSDB e ao senador eleitor por Minas, Aécio Neves.

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