DEM diz que ainda espera por Aécio

Rodrigo Maia diz ter "esperanças" de que tucano volte atrás na decisão de disputar Senado

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou ter esperanças de que o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) mude de ideia e aceite ser o candidato a vice na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) na disputa pelo Palácio do Planalto. Maia, porém, diz ser contra as pressões.

“Vamos deixar a coisa avançar. Se ele [Aécio] achar lá na frente algo diferente e mudar...”, disse Maia, em entrevista ao iG por telefone, nesta quinta-feira. “Eu tenho esperanças, mas sou contra qualquer tipo de pressão”, completou o presidente do DEM.

Rodrigo Maia não abre mão da vaga para o seu partido, caso Aécio não seja o vice. Do DEM, nenhum nome foi lançado, até para não ser inviabilizado. Nos bastidores, um dos cogitados é o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA).

Em 2006, houve disputa interna no DEM pela indicação do nome de vice do então candidato a presidente Geraldo Alckmin. Numa votação apertada na Executiva do partido, José Jorge (PE) acabou superando o líder da bancada do DEM no Senado, José Agripino (RN).

No fim da manhã, Aécio falou em Belo Horizonte que mantém sua intenção de ser candidato ao Senado. Ele chamou de “piada” os apelos e pressões de empresários paulistas para que seja o candidato na chapa de Serra.

Guerra quer Tasso

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB), disse nesta quinta-feira que nunca acreditou na possibilidade de Aécio ser o candidato a vice-presidente da República. No entanto, reconhece que o nome dele na chapa ajuda o PSDB a vencer em Minas.

“Se dependesse de mim, o vice seria o Tasso [Jereissati, senador tucano do Ceará e pré-candidato à reeleição]”, disse Guerra. “Aécio como vice melhora a situação em Minas. Mas nossa expectativa é a de que ele fará campanha e dará uma boa vitória [para o PSDB]”, completou.

Segundo o presidente tucano, que também é coordenador-geral da campanha de Serra, as especulações sobre a vice-presidente só atrapalham. “Não cabem. Sempre disse que o Aécio não seria o vice. Não foi, não é e não será”, afirmou em entrevista no seu gabinete.

Guerra nega. Mas o nome dele também já surgiu como opção para a vaga de vice. Senador por Pernambuco desde 2003, desistiu de disputar a reeleição e tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados.


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