Mesmo sem adiantar posição, terceira colocada no primeiro turno diz que o partido deve buscar unidade

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, disse nesta quarta-feira que seu partido deve buscar unidade ao tomar decisão sobre eventuais apoios aos candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), ou uma eventual neutralidade no segundo turno da corrida presidencial.

De acordo com Marina, a decisão não deve “ser algo fratricida” dentro do partido. Em entrevista coletiva nesta tarde na capital federal, a senadora não adiantou que posição deverá ser tomada pelo partido no próximo domingo. Disse apenas que, além dos membros do PV, pessoas responsáveis pela elaboração do seu programa, pelo movimento Marina Silva, e também o grupo religioso da campanha deverão ser ouvidos.

O iG conversou com membros da executiva, que reforçaram a tese da unidade, mas não quiseram se identificar para não atrapalhar o processo decisório do próximo domingo. Um deles, porém, adiantou que a neutralidade deve ser o caminho escolhido.

Neste caso, segundo ele, cada filiado poderia declarar seu voto e apoio a qualquer um dos dois candidatos, o que evitaria confrontos entre os diretórios estaduais. Em conversas reservadas, ele chegou a dizer que "o partido não deve ir junto com a bandeira vermelha ou a azul, mas sim com a verde".

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