Os seis candidatos ao governo do Amazonas transformam debate na TV em foro de ataques pessoais

Os seis candidatos ao governo do Amazonas participaram na noite de ontem do primeiro debate promovido na sede da TV A CRÍTICA, filiada da Record. Omar Aziz (PMN), Alfredo Nascimento (PR), Hissa Abrahão (PPS), Herbert Amazonas (PSTU), Luiz Carlos Sena (PSOL) e Luiz Navarro (PCB) ficaram frente a frente.

Durante quase duas horas, os candidatos ao Executivo discutiram temas relacionados a transporte e educação, tendo como mediador o jornalista Roberto Mendes. Apesar de serem seis debatedores, Aziz e Nascimento polarizaram a discussão, inclusive com troca de farpas. Foram oito pedidos de resposta por ofensas pessoais.

Na primeira intervenção de Aziz e Nascimento, ficou clara a ideia dos dois candidatos. Enquanto o governador e candidato à reeleição Aziz defendia a continuidade no comando do Estado, falando de seus “programas sociais desenvolvidos", Nascimento criticava a segurança e a saúde, prometendo “melhorias nos diversos setores”.

Se no estúdio o clima político era exaltado, do lado de fora os cabos eleitorais dos candidatos torciam e faziam a festa. No início os seis candidatos se apresentaram aos telespectadores, contando um pouco das metas no debate e suas propostas em caso de uma suposta vitória em 3 de outubro.

Nascimento foi questionado quando era ministro dos Transportes do presidente Lula. Foi criticado por Aziz por “ter repassado mais verba ao Pará e ao Acre, do que ao Amazonas.” Nascimento retrucou, afirmando que Aziz “quebrou financeiramente o Estado e não deu atenção à saúde.” Ambos foram criticados pelos outros candidatos.

Segundo o analista financeiro Alberto Elias, 65, “o debate não foi nada produtivo. Sentei para assistir ao debate e acabei vendo nenhuma novidade. As mesmas promessas de sempre. Por isso votarei nulo,” revelou. A professora Tamar Fernandes, 33, gostou das “propostas para a educação” e disse “esperar o cumprimento delas”.

“Toda vez é a mesma coisa. Porém, precisamos acreditar uma hora em mudança. Nós professores queremos melhorias no sistema e no nosso plano de cargos e salários. Vamos aguardar,” declarou esperançosa. Elias e Tamar concordam num ponto: o que era para ser um momento de análise acabou virando um cenário de ataques pessoais.


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