Debate no Amazonas é marcado por clima exaltado

Os seis candidatos ao governo do Amazonas transformam debate na TV em foro de ataques pessoais

Eduardo Asfora, iG Amazonas |

Os seis candidatos ao governo do Amazonas participaram na noite de ontem do primeiro debate promovido na sede da TV A CRÍTICA, filiada da Record. Omar Aziz (PMN), Alfredo Nascimento (PR), Hissa Abrahão (PPS), Herbert Amazonas (PSTU), Luiz Carlos Sena (PSOL) e Luiz Navarro (PCB) ficaram frente a frente.

Durante quase duas horas, os candidatos ao Executivo discutiram temas relacionados a transporte e educação, tendo como mediador o jornalista Roberto Mendes. Apesar de serem seis debatedores, Aziz e Nascimento polarizaram a discussão, inclusive com troca de farpas. Foram oito pedidos de resposta por ofensas pessoais.

Na primeira intervenção de Aziz e Nascimento, ficou clara a ideia dos dois candidatos. Enquanto o governador e candidato à reeleição Aziz defendia a continuidade no comando do Estado, falando de seus “programas sociais desenvolvidos", Nascimento criticava a segurança e a saúde, prometendo “melhorias nos diversos setores”.

Se no estúdio o clima político era exaltado, do lado de fora os cabos eleitorais dos candidatos torciam e faziam a festa. No início os seis candidatos se apresentaram aos telespectadores, contando um pouco das metas no debate e suas propostas em caso de uma suposta vitória em 3 de outubro.

Nascimento foi questionado quando era ministro dos Transportes do presidente Lula. Foi criticado por Aziz por “ter repassado mais verba ao Pará e ao Acre, do que ao Amazonas.” Nascimento retrucou, afirmando que Aziz “quebrou financeiramente o Estado e não deu atenção à saúde.” Ambos foram criticados pelos outros candidatos.

Segundo o analista financeiro Alberto Elias, 65, “o debate não foi nada produtivo. Sentei para assistir ao debate e acabei vendo nenhuma novidade. As mesmas promessas de sempre. Por isso votarei nulo,” revelou. A professora Tamar Fernandes, 33, gostou das “propostas para a educação” e disse “esperar o cumprimento delas”.

“Toda vez é a mesma coisa. Porém, precisamos acreditar uma hora em mudança. Nós professores queremos melhorias no sistema e no nosso plano de cargos e salários. Vamos aguardar,” declarou esperançosa. Elias e Tamar concordam num ponto: o que era para ser um momento de análise acabou virando um cenário de ataques pessoais.


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