De bicicleta e chinelo, Gabeira vota no Rio

Candidato derrotado ao governo do Rio pede a futuro presidente que dê atenção 'à questão dos royalties do Estado'

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Com apoio declarado a José Serra, apesar do seu partido, o PV, ter se mantido neutro para o segundo turno das eleições presidenciais, o candidato derrotado ao governo do Rio, Fernando Gabeira, votou na Fonte da Saudade, zona sul do Rio, por volta de 8h30, e permaneceu no local por volta de 10 minutos, para dar entrevistas. Ele chegou de bicicleta, chinelo e roupa branca, avisando que em seguida partiria para a sede do Flamengo, onde pratica natação. “Faço isso todo dia, o meu cotidiano é esse”, disse.

Vicente Seda/iG
Fernando Gabeira exibe o seu título de eleitor ao votar para presidente no segundo turno da eleição de 2010
Gabeira não se furtou a alfinetar o rival nesta eleição, o reeleito Sérgio Cabral, ao comentar a relação entre o governo do Rio e a Presidência. Afirmou que foi criada uma falsa noção de que governador e presidente precisam ser amigos.

“Sempre achamos que a relação deve ser republicana. Aqui no Rio de passou uma ideia, que é uma ideia de um Brasil antigo, que o presidente precisa ser amigo do governador, mas essa não é a realidade republicana. Numa república, basta que o governador seja governador para ter toda a atenção do presidente, pois não é uma pessoa, é aquele que representa todo o Estado. Vamos evoluir ainda para não termos preocupação com isso no futuro”, disse.

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De bicicleta e chinelo, Fernando Gabeira deixa a seção eleitoral após votar
Ao analisar a condução das campanhas no segundo turno, falou sobre as trocas de farpas entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) a respeito das privatizações. “A eleição no segundo turno é muito mais rápida. Calculamos em torno de cinco segundos para cada pessoa votar. Segundo turno é sempre complicado. O primeiro terminou com um debate religioso que se prolongou um pouco, depois entrou a questão da Petrobras e do pré-sal. E entrou de uma forma falsa porque aparentemente era privatização contra estatização. E na verdade o tema era concessão contra partilha, em ambos os casos, não há privatização, mas os marqueteiros conseguem confundir bem”.

Antes de ir para a natação,  Gabeira pediu ao futuro presidente eleito que tenha atenção com o Rio de Janeiro. “Acho que a questão dos royalties do petróleo é imediata. A longo prazo, contribuir para a questão da segurança e do saneamento básico. Mas são tantos os pedidos que fico até sem jeito”.

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