Custo para bater Dilma-Lula é de R$ 23 milhões

Valor é a diferença entre estimativas de gastos declarados à Justiça Eleitoral por tucanos e petistas para a campanha presidencial

iG São Paulo |

Empatado nas mais recentes pesquisas de intenção de voto com a adversária Dilma Rousseff (PT) , o candidato do PSDB à Presidência, José Serra , pretende gastar R$ 23 milhões a mais do que os petistas na corrida para o Palácio da Alvorada.

AE
O candidato do PSDB, José Serra
A estimativa de custo, declarada à Justiça eleitoral nesta segunda-feira, leva em conta o quanto os arquitetos da campanha tucana terão de falar mais alto até outubro para superar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o suposto uso da “máquina governamental” apontado pelos caciques do partido.

Serra pretende gastar até R$ 180 milhões na campanha, enquanto a petista estipula que serão necessários R$ 157 milhões. Já a candidata do PV, Marina Silva, pretende gastar até R$ 90 milhões – metade da estimativa de gastos dos tucanos. Os nove candidatos à Presidência da República declararam nesta segunda-feira ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pretendem gastar até R$ 463,5 milhões em suas campanhas eleitorais.

A justificativa para a diferença, segundo José Serra, é a necessidade de se fazer frente ao que chamou de “ mobilização da máquina governamental ”. O candidato diz, no entanto, que a estimativa de gastos é apenas “teórica” e não merece ser levada “ao pé da letra”. 

Agência Brasil
Lula e a então ministra Dilma Rousseff durante evento da Petrobrás

Em comparação a 2006, os gastos previstos do PSDB para este ano são 57% maiores . Há quatro anos, quando Geraldo Alckmin concorreu, o partido fixou como teto R$ 95 milhões. Em valores corrigidos pelo IPCA, o custo máximo da corrida tucana seria de R$ 114,5 milhões. O PT, por sua vez, pretende gastar até 13% mais em 2010: o teto, em 2006, foi de R$ 115 milhões (R$ 138,6 milhões em valores corrigidos).

Já em São Paulo , onde o PSDB governa – e a máquina, portanto, estaria a seu favor – a estimativa de gastos para a campanha de Geraldo Alckmin também é maior do que a dos adversários. Ele pretende gastar R$ 58 milhões, R$ 12 milhões a mais do que os R$ 46 milhões declarados por Aloizio Mercadante (PT).

Os candidatos ao Senador na chapa petista, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B), pretendem gastar R$ 12 milhões, cerca de metade do que cada candidato a senador na chapa de Alckmin – Aloysio Nunes (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB) – estuda utilizar na campanha: R$ 23 milhões.

Ainda entre os presidenciáveis, Serra é também, entre os principais candidatos, o mais rico da disputa. O patrimônio do ex-governador paulista é de R$ 1,4 milhão. Dilma declarou ter R$ 1 milhão e Marina, cerca de R$ 150 mil – já Michel Temer (PMD), candidato a vice na chapa petista, declarou R$ 6 milhões em patrimônio.

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