Críticas contra Alckmin irritam tucanos, que falam em 'distorção'

Até o presidenciável José Serra, que deixou o debate após o segundo bloco, irritou-se com os adversários do candidato tucano

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

As críticas contra Geraldo Alckmin (PSDB), alvo preferencial dos concorrentes ao governo de São Paulo durante debate da TV Bandeirantes, provocou revolta entre os tucanos presentes na plateia. Um deles, o presidenciável José Serra , deixou o debate após o segundo bloco, dizendo ter compromisso para gravação de programas para aliados.

O tucano demonstrava irritação com as críticas direcionadas pelos adversários contra a gestão do PSDB, que governa o Estado desde 1995. Serra, que deixou o governo do Estado para concorrer ao Planalto, foi embora após uma conversa rápida com um auxiliar da campanha, Felipe Soutello, com quem deixou um bilhete escrito à mão.

“Era um bilhete pessoal”, disse Soutello, uma das três pessoas da equipe tucana que assessorava Alckmin no palco durante o debate.

Pouco antes, o presidenciável tucano tropeçou bem em frente aos convidados petistas presentes no debate, e se levantou com a ajuda do presidente estadual do PT, Edinho Silva.

Serra demonstrava indisposição para comentar o desempenho do aliado. Questionado pelo iG se havia imprecisão nos números apresentados nas críticas à gestão tucana no Estado, Serra disse apenas: “Nossa Senhora. Nem fala”. Ele, no entanto, não quis especificar quais dados haviam causado a irritação. “Não vou nem comentar”, repetia o tucano.

Na saída do estúdio, ele comeu um sanduiche e se negou a gravar entrevista para o CQC, programa humorístico da TV Bandeirantes.

Alberto Goldman, governador em exercício, também deixou o auditório se queixando de um suposto complô entre candidatos, que se revezavam nos ataques. Ele classificou os concorrentes no debate como “linha auxiliar do PT”. “O nível de conhecimento das coisas do Geraldo é dez vezes a somatória de todos os outros. Os outros estão brincando. É uma mediocridade, uma inescrupulosidade. O Mercadante é cheio de mentiras, ele fala qualquer número, e é tudo furado”, disse Goldman. O governador tucano acompanhou o debate ao lado de Paulo Maluf (PP), alvo de críticas de praticamente todos os candidatos – exceto, obviamente, Celso Russomano (PP), que defendeu a gestão Maluf à frente do Estado. Segundo ele, o colega de partido fez mais por São Paulo do que todos os governadores tucanos nos últimos 16 anos.

Entre os aliados tucanos, Lu Alckmin, mulher do candidato tucano, elogiava a atuação do marido e minimizava, antes de deixar o estúdio, os ataques sofridos pelo candidato. “É normal. O Geraldo vai muito bem. Ele tem experiência e uma fala concisa”.

Para Edinho Silva (PT), era natural que o candidato que representa o atual governo fosse alvo dos principais ataques. “É natural. Agora, todos os candidatos estão com número errado? Então eles que apresentem o número certo. São números da fundação Seade, do governo do Estado”, justificou.

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