Crise política no Acre

Tião Viana entra com representação contra juiz que autorizou ação da PF em órgãos públicos e privados

Nayanne Santana, iG Acre e Rondônia |

Depois da ação da Polícia Federal (PF) que fez buscas e apreensões em vários órgãos públicos de Rio Branco (AC), na empresa estatal de Comunicação, um jornal impresso e no escritório do Senador e candidato ao Governo, Tião Viana (PT), o advogado do petista entrou com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Raimundo Nonato Maia.

Por outro lado, o Governo garantiu apuração e punição caso algum servidor público tenha feito uso de computadores do Estado para campanha eleitoral. De acordo com o representante de Tião Viana, o juiz não pode autorizar as buscas e apreensões no escritório de um Senador. Uma ação como está só pode ser autorizada por um ministro.

O porta-voz da Polícia Federal (PF) informou que a Superintendência Regional não deve emitir nota sobre a operação que investiga crimes eleitorais e o uso da máquina pública para fins de campanha, porque o processo corre em segredo de Justiça.

Segundo o porta-voz, a única informação que poderia ser repassada era que foram vistoriados pelos menos cinco locais e nesses lugares foram recolhidos mídias (computadores) e documentos. Mas, as ações da PF só poderão ser divulgadas quando a Justiça Eleitoral concluir as investigações.

Surpresa

Em nota divulgada no site da Agência de Notícias do Acre a diretora de comunicação do Governo, Tainá Pires, declarou que a ação da PF causou surpresa aos servidores do Sistema Público de Comunicação.

“Causou-nos surpresa os mandados expedidos pela Justiça Eleitoral para busca e apreensão de equipamentos do Sistema Público de Comunicação na manhã desta sexta-feira para aferir se houve utilização indevida por parte dos fotógrafos Sérgio Vale e Luciano dos Santos em atividades de campanha,” consta na nota.

A diretora assegurou que haverá punição aos servidores caso seja constatado que algum funcionário tenha feito uso indevido dos computadores das secretarias.“Caso a perícia nos seis computadores apreendidos comprove algum tipo de utilização indevida desses equipamentos públicos, as pessoas responsáveis serão punidas,” informa a diretora.


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