Corregedoria da Receita nega ter orientado servidora de Mauá

Em nota divulgada nesta sexta, a Receita nega ter orientado Ana Marina a justificar os acessos indevidos ao sigilo de servidores

iG São Paulo |

A Corregedoria-Geral da Receita Federal negou na noite desta sexta-feira de que teria orientado a servidora Ana Maria Rodrigues Caroto Cano a justificar os acessos indevidos ao sigilo de contribuintes .

A nota assinada pelo Corregedor-Geral da Receita, Antônio Carlos Costa d¿Ávila Carvalho, diz que a instituição “repudia” a versão da funcionária, que está sendo investigada pela Polícia Federal e pela própria Corregedoria sobre quebras indevidas de sigilos fiscais.

A íntegra da nota diz o seguinte:

“A Corregedoria-Geral da Receita Federal do Brasil contesta e repudia a informação divulgada pela imprensa de que haveria orientado a servidora Ana Maria Rodrigues Caroto Cano, que está sob investigação, a providenciar qualquer documento para encobrir ou justificar irregularidades cometidas”

A afirmação de que a servidora teria sido orientada pela Receita a “esquentar” as procurações de quebra indevida de sigilo partiu da própria servidora, que prestou esclarecimentos nesta quinta-feira à Polícia Civil de São Paulo. Ela compareceu à delegacia de Mauá após 23 declarações de imposto de renda serem encontradas no escritório contábil de seu marido, em Mauá.

Durante depoimento na Polícia Civil, Ana Maria que acessava ilegalmente os sigilos de terceiros a pedidos deles mesmos ou de parentes.

O caso foi apresentado nesta sexta-feira no Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), que pedirá à Polícia Federal investigue se a servidora cometeu algum crime ao tentar “esquentar” as procurações e se livrar da acusação de quebra de sigilo.

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