Convenções dão o tom de PT e PMDB no Rio Grande do Sul

Partidos lotaram espaços onde oficializaram candidaturas de Tarso Genro e José Fogaça

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre |

A chuva que lavou Porto Alegre até o fim da manhã deste sábado não impediu que PT e PMDB lotassem os espaços onde oficializaram as candidaturas de Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB) ao governo estadual. Mas a grande quantidade de presentes não deveu-se apenas aos dois partidos. A coligação em torno da candidatura de Tarso e a presença do PDT na chapa de Fogaça também foram responsáveis pela mobilização.

Na Assembléia Legislativa de Porto Alegre, onde aconteceu a Convenção Estadual do PMDB, quem roubou a cena foi o candidato a vice-governador. Pompeu de Mattos (PDT), devidamente pilchado com a tradicional indumentária gaúcha, fez um discurso forte, no qual relembrou as raízes comuns dos dois partidos, nascidos a partir do antigo MDB. “Somos dois irmãos, nascidos do mesmo pai, que não andavam de mãos dadas. Agora estamos juntos”, afirmou. Pompeu fez muitos elogios a Fogaça e a Germano Rigotto, candidato do PMDB ao Senado cujo nome chegou a ser cotado para a disputa pelo Piratini.

Enquanto Pompeu falou em projetos comuns, o discurso de Fogaça foi mais prático. Após justificar sua saída da prefeitura de Porto Alegre na metade do mandato como “um ato de responsabilidade” e reafirmar a confiança na administração do PDT - que herdou, por meio de José Fortunati, a prefeitura da capital -, destacou a importância da coligação: "Uma coligação é para ganhar a eleição e também para garantir a governabilidade".

A demonstração de confiança foi grande. Pompeu de Mattos, por exemplo, chegou a pedir: “nos levem para o segundo turno, porque lá a gente garante”. O raciocínio é o de que tanto os eleitores do PSDB quanto os do PT, fora do segundo turno apoiariam o PMDB.

Fogaça e Pompeu mostraram que o “gauchismo” e o diálogo com o interior serão pontos importantes na campanha. O candidato a governador fez ainda referência a políticos históricos, como Ulisses Guimarães, Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola.

Convenção do PT
Brizola também foi lembrado por Tarso Genro, que teve sua candidatura oficializada não muito longe da Assembléia, no Hotel Plaza São Rafael, também no Centro de Porto Alegre. Na convenção estadual do PT, porém, lembranças mais recentes foram também mais fortes. As referências ao governo federal foram constantes. O ex-governador Olívio Dutra leu uma carta da candidata do partido à presidência, Dilma Rousseff, cuja ausência foi citada, mas não criticada pelas lideranças presentes.

O fato de os dois favoritos ao Piratini serem de partidos que, nacionalmente, apoiam Dilma, deve afastar a candidata e o presidente Lula da campanha gaúcha. Mesmo assim, Tarso fez questão de lembrar que é o candidato do PT e, assim, de Lula e de Dilma. Além de, como fez o candidato ao Senado Paulo Paim, destacar as realizações do governo federal, Genro defendeu um Rio Grande do Sul “em sintonia com o Brasil”. Beto Grill (PSB), candidato a vice governador, também destacou a passagem de Tarso pelo governo Lula.

Outro ponto que deve ser importante na campanha de Tarso, a relação com os movimentos sociais – altamente conturbada, de intenso conflito durante o atual governo – também foi abordada. “Saibam os professores e demais servidores que entre o governador e os trabalhadores não estará a Brigada Militar”, prometeu.

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