Ministério Público deve emitir nota sexta-feira sobre denúncias do senador Artur Virgilio. Raul Zaidan nega

O Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas deve se pronunciar até sexta-feira (15) sobre as denúncias feitas pelo Senador Artur Virgílio Neto (PSDB) acusando os candidatos eleitos ao Senado Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) de compra de votos durante a campanha eleitoral com cartões corporativos.

O processo tramita em segredo de justiça. Segundo Artur Virgílio – que perdeu a reeleição – os dois senadores eleitos dia 3 teriam usados cartões corporativos no interior do Estado como moeda de troca. E que por isso foram eleitos no dia 3.

“Eu descobri através de denúncias. Agora peço que o MPF investigue o caso,” disse o senador e líder do PSDB no Senado. De acordo com ele, os supostos eleitores beneficiários teriam recebidos valores de R$ 600,00 a R$ 1.200,00 para votar e efetuar a compra de votos.

O MPF ouviu cinco pessoas sob suspeitas de venda de votos. O procurador Edmilson Barreiros não revelou os nomes nem o teor das interrogações. Disse apenas que o MPE continua analisando os documentos que o senador Virgilio apresentou como sendo de supostas provas da compra de votos.

O ex-chefe da casa civil do governo Raul Zaidan, presidente do comitê financeiro da campanha do Eduardo Braga, Omar Aziz e Vanessa Grazziotin, negou que cartão corporativo tenha sido utilizado na campanha. E que cabos eleitorais tenham recebido algum dinheiro para ajudar os candidatos.

“Eles vão esperar as provas apresentadas pelo o senador Artur ao MPE. Todos os gastos das três campanhas vão ser colocados nos próximos dias no site do TRE,” afirmou Raul


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