Com representantes de cooperativas, Richa critica Requião

Candidato tucano cita invasões de terra e situação do Porto de Paranaguá para alfinetar ex-governador

Francisco Camargo, iG Paraná |

No Fórum dos Presidentes das Cooperativas do Paraná, promovido pelo Sistema Ocepar, hoje pela manhã, o candidato Beto Richa, da Coligação Novo Paraná, criticou as invasões de terra e disse que “os mandados e sentenças judiciais, de reintegração de posse, devem ser cumpridos e o governador deve dar o exemplo”.

Além de apresentar um novo Programa de Desenvolvimento Florestal para o Estado, com o objetivo é evitar a iminente escassez de madeira por falta de plantio de florestas, o tucano foi além da questão da terra nas críticas indiretas ao ex-governador Roberto Requião, hoje candidato ao Senado pela coligação de Osmar Dias. Referindo-se ao ex-superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo, irmão de Requião, afirmou que “teremos um superintendente para o porto que não seja político e que entenda de portos”.

Com a modernização necessária na movimentação de cargas, a dragagem, a construção do cais oeste, a melhoria dos berços de atracação, “o porto voltará a ter a eficiência e a competitividade necessárias para voltar a ser referência e recuperar as cargas que migraram para outros estados”, alfinetou.

Ao defender o direito à propriedade, garantiu que “todas as decisões judiciais para reintegração de posse de áreas invadidas serão cumpridas no futuro governo”. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, há 82 propriedades ocupadas por movimentos sociais no Estado cujos mandados de reintegração de posse determinados pela Justiça ainda não foram não cumpridos. “Também vamos cobrar e apoiar o governo federal nas ações para regularização fundiária e vamos oferecer apoio para que os assentados da reforma agrária possam desenvolver suas propriedades e aumentar a renda”.

Florestas
Beto adiantou ainda, sobre a questão florestal, que apoiará o cultivo de florestas nas pequenas propriedades rurais, principalmente no grande maciço do Noroeste, onde é necessária a integração com a produção de pastagem e para atender questões como a reserva legal e a recomposição de matas ciliares.

O programa passaria a atender tanto os produtores de celulose e papel como a produção de painéis de madeira, madeira serrada e compensada e ainda a produção de energia de biomassa. E privilegiaria o produtor rural por meio do sistema de integração entre lavoura, pecuária e florestas plantadas. A meta, disse, é que até 2030, o Paraná tenha uma área de 1,6 milhão de hectares de florestas plantadas. Hoje o estado tem apenas 853 mil hectares plantados. O setor é responsável por mais de um bilhão de dólares em exportações anuais e gera renda que atende de forma direta ou indireta mais de 500 mil pessoas.

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