Collor reaparece e pede votos para Dilma em Alagoas

Senador decidiu apoiar o pedetista Ronaldo Lessa, que também é o candidato de Lula e da ex-ministra da Casa Civil

Janaina Ribeiro, iG Alagoas |

O senador Fernando Collor de Mello (PTB) fez, nesta quarta-feira (20), a sua primeira aparição pública durante a campanha do 2º turno em Alagoas. Depois de ter formalizado aliança com o candidato Ronaldo Lessa (PDT) no último dia 07, o ex-presidente da República ainda não tinha saído às ruas para pedir votos para o adversário do atual governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que disputa a reeleição. Em discurso, Collor defendeu a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e disse que o Brasil vai continuar ‘mudando e crescendo’ com a eleição da petista para o cargo de presidente da República.

Janaina Ribeiro, iG Alagoas
Fernando Collor, Ronaldo Lessa e Renan Calheiros declaram votos em Dilma Rousseff
Para marcar a sua volta às ruas, Fernando Collor escolheu o seu maior reduto eleitoral em Maceió, o bairro Virgem dos Pobres, construído por ele na época em que governou Alagoas em 1989. Levados por uma multidão, Collor, Lessa, o candidato a vice-governador da coligação do pedetista Joaquim Brito (PT), o vereador Galba Novaes (PRB) - candidato a vice-governador na chapa que foi encabeçada por Collor -, o senador Renan Calheiros (PMDB), deputados eleitos, prefeitos do interior e vereadores da capital mostraram uma oposição reunida.

“Tivemos cerca de 30% dos votos dos alagoanos no 1º turno e o Ronaldo conquistou mais 35%. Isso significa dizer que quase 70% dos eleitores querem mudança e esse governador que aí está não merece ser reconduzido ao cargo", disse. O ex-presidente ainda falou sobre as obras realizadas no Estado. "É verdade que Alagoas está um canteiro de obras, mas todas elas são do governo federal. São serviços realizados graças aos recursos enviados pelo presidente Lula e pela ex-ministra Dilma Rousseff. Por isso, precisamos eleger um governador que represente o Lula e que esteja alinhado com os programas sociais e as políticas públicas desenvolvidas pelo atual governo presidencial. Neste palanque está à força da oposição”, disse Collor.

O petebista também pediu votos para Dilma. “A ex-ministra Dilma precisa ser eleita para que as transformações sigam em frente. É fundamental que ela ganhe para que o Brasil continue gerando mais empregos, continue crescendo a uma taxa de mais de 7%, continue tirando milhões de pessoas da linha de pobreza, para que o brasileiro possa ter mais comida na mesa e para que os jovens possam permanecer recebendo suas bolsas de estudo para se formar e ter qualificação”, defendeu o senador.

PMDB em defesa de Dilma
O senador Renan Calheiros também defendeu a candidatura da ex-ministra da Casa Civil. “Se eleita, será mais fácil para Alagoas se desenvolver, já que o Ronaldo é o candidato da Dilma e tem acesso direto a ela e ao presidente Lula (...) Alagoas não pode continuar nesse mar de preguiça, vamos ganhar a eleição para dinamizar o Estado e oferecer melhor qualidade de vida ao povo. Não devemos permanecer com um governo estadual que dá às costas à Educação e à Segurança Pública”, discursou Calheiros.

Ronaldo Lessa concluiu destacando suas obras. “Eu criei 180 mil novas vagas em 8 anos, o Teotonio diminuiu 40 mil, eu construí 23 novas escolas, o governador não ergueu uma só pedra, eu fiz duas escolas profissionalizantes e duas universidades estaduais, já ele, nenhuma. O governo federal mandou recursos para a construção de 29 novas escolas, o atual governo devolveu o dinheiro. Apenas pelo descaso com a Educação, percebemos que esse tucano quer que o povo continue ignorante. Não interessa a ele e nem à classe que a qual ele pertence (Vilela é usineiro) que a população se eduque. Entretanto, defendemos que é por meio da Educação que um País pode crescer”, afirmou o pedetista.

Por fim, encerrou a fila dos defensores da candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff. “O governo federal já tirou mais de 20 milhões da linha de pobreza e, com a Dilma eleita presidente da República, temos certeza que esse número irá dobrar”, concluiu.

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