Coligação de Dilma obtém 49 cadeiras no Senado

As eleições deste domingo renovaram dois terços das cadeiras; PMDB é o maior partido e o DEM, o maior derrotado das urnas

André Vieira e Gustavo Poloni, iG São Paulo |

A coligação da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, terá 49 cadeiras no Senado, o suficiente para obtenção da maioria na casa legislativa. A união dos partidos que apoia o tucano José Serra terá 19 integrantes. Os eleitores renovaram neste domingo dois terços do Senado – 54 das 81 cadeiras.

Nova cara do Senado Federal

Veja como fica a composição da casa legislativa (por coligação)

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Por mais uma legislatura, o PMDB será o maior partido no Senado Federal. A partir de 2011, os peemedebistas aumentarão sua bancada de 17 para 19 senadores. O PT também obteve um grande avanço, conseguindo mais seis cadeiras. Com isso, o partido de Dilma terá 14 senadores.

O grande derrotado foi o DEM. Os democratas viram o número de cadeiras cair mais da metade, reduzindo sua bancada de 13 senadores para seis assentos. Os tucanos também perderam. O PSDB terá cinco cadeiras a menos num total de 11.

O Senado continuará bastante fragmentado. Ao todo, 15 partidos terão representação na Casa, número igual à atual composição. O PV, da candidata Marina Silva à Presidência, não terá cadeira no Senado. O partido tinha apenas uma cadeira que pertencia à própria candidata. O PMN e o PPS passam a ocupar uma vaga cada no Senado.

Políticos derrotados

Na disputa ao Senado, políticos históricos perderam seu espaço. Marco Maciel (DEM), ex-vice-presidente da República, perdeu sua primeira eleição em 44 anos de vida política. Ficou em terceiro lugar na corrida ao Senado por Pernambuco. O senador tucano Tasso Jereissati foi outro que tentou a reeleição no Ceará, mas acabou em terceiro lugar.

O senador petista Aloizio Mercadante abriu mão da reeleição ao Senado para concorrer o governo paulista. Derrotado no primeiro turno por Geraldo Alckmin (PSDB), Mercadante não terá cargo eletivo em 2011. O senador Romeu Tuma (PTB) também não foi reeleito.

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