Coligação com PT reconfigura política nacional, diz Temer

Pré-candidato a vice na chapa de Dilma, Michel Temer afirmou que o Brasil terá "um bloco político de um lado e um bloco de outro"

Andreia Sadi, iG Brasília, e Ricardo Galhardo, enviado especial |

A coligação formal do PMDB com o PT cria uma nova configuração no cenário político nacional, disse o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, pré-candidato a vice presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT).

“Agora o Brasil terá um bloco político de um lado e um bloco de outro,o que é útil para os costumes políticos do país”, disse Temer na convenção nacional do partido que acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Temer se esforçou para tentar apagar a imagem de partido fragmentado e casuísta que acompanha o PMDB nos últimos anos. “Não queremos um ajuntamento de homens, queremos um ajuntamento de idéias”, disse ele. “Dizem por aí que o PMDB não tem candidato. Se isso fosse verdade eu não seria candidato a vice-presidente”, completou.

Segundo ele, o tempo de disputas internas, muitas vezes violentas, ficou no passado. “O PMDB que ficou conhecido como PMDB de guerra não precisa mais guerrear e hoje é o PMDB da unificação. O partido não vai mais servir a si apenas, vai servir ao país”, afirmou.

Temer pediu uma votação expressiva em favor da coligação com o PT como forma de demonstrar esta nova cara de unificação que pretende dar ao partido.

Pouco antes, em rápida entrevista, ele admitiu, no entanto, que o apoio ao PT não é unânime. “O partido vai unificado com uma ou outra divergência”.

Além disso Temer destacou as lutas históricas do partido pela redemocratização, quando ainda era o MDB, e a força das bancadas na Câmara e no Senado sem as quais, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teria conseguido executar suas políticas sociais.

Temer chegou pontualmente às 11h30, minutos depois de o ex-governador do Paraná, Roberto Requião, deixar o local.Requião registrou na sexta-feira sua pré-candidatura à presidência, contrariando a vontade da cúpula.

Numa demonstração do poder do partido, ele estava acompanhado dos presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do Senado, José Sarney, aslém de outras lideranças importantes do partido como o senador Renan Calheiros, os governadores do Maranhão, Roseana Sarney, e Paraná, Orlando Pessuti, e do ex-ministro da Integração Regional, Gedel Vieira Lima.

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