Coimbra: Vox Populi presta serviço para o PT e para o PSDB

Presidente do instituto rebate acusações do PSDB de que estaria produzindo resultados favoráveis a Dilma

Nara Alves, iG São Paulo |

O presidente do Vox Populi, Marcos Coimbra, rebateu nesta terça-feira as acusações feitas pelo PSDB de que o instituto produziria resultados propositadamente favoráveis à candidata petista Dilma Rousseff . O senador Sérgio Guerra, coordenador da campanha do tucano José Serra , afirmou que o Vox Populi trabalha para Dilma e disse que pesquisas internas da legenda apontam vitória de José Serra. Pesquisa Vox Populi/iG divulgada hoje mostra que Dilma seria eleita com 51% dos votos, contra 39% de Serra.

“É normal (a crítica) toda vez que uma pesquisa não é favorável a um candidato. Estamos nisso há 25 anos e já fui xingado por todo tipo de político (...) Quem opta por este trabalho está sujeito a isso”, disse Coimbra ao iG . Ele negou que o Vox Populi cometa erros propositais em favor da candidata petista. “Erros em pesquisa são públicos (a divulgação da margem de erro é obrigatória) e são estabelecidos em termos científicos, a partir de estatística. Não é matemática, é estatística. E estatística lida com probabilidades e não com certezas”, explicou.

Coimbra ressalta que o Vox Populi presta serviço tanto para o PT como para o PSDB. Neste ano, prestou serviços para a campanha vitoriosa do tucano Antonio Anastasia ao governo de Minas e ainda trabalha para a campanha do tucano Teotônio Vilela em Alagoas no segundo turno. “Ao longo desta eleição trabalhamos para diversas coligações. Se tivesse havido interferência (nos resultados), não havíamos permanecido no segundo turno. Não houve restrição”, disse.

O instituto também realizou pesquisas encomendadas pelo PSDB nas duas eleições presidenciais vencidas por Fernando Henrique Cardoso e na pré-campanha de Geraldo Alckmin à presidência. O instituto também tem contratos com os diretórios estaduais e nacional do PSDB, segundo Coimbra.

O presidente do Vox Populi diz acreditar que a divulgação dos resultados das pesquisas não tem influência direta na escolha do eleitor, como defendeu Sérgio Guerra. Prova disso seria, segundo Coimbra, a votação da candidata do PV, Marina Silva, que surpreendeu os institutos de pesquisa. “Todos os institutos davam vitória de Dilma no primeiro turno e ela não ganhou. Em vez disso, Marina teve uma votação surpreendente e teve segundo turno”, afirmou.

A surpresa causada pela votação de Marina, no entanto, não é a regra. “O desempenho dos resultados produzidos no Brasil, em geral, está acima da média internacional”, ressaltou Coimbra. O desempenho é avaliado a partir da comparação dos acertos dos institutos brasileiros e internacionais por parte de grupos de estudo em universidades como a Unicamp (Universidade de Campinas) e a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

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