'Cofrinho da Dilma' tenta incentivar doações pela internet

Campanha da petista monta barracas nos comícios para atrair militantes ao programa de doações eleitorais online

Ricardo Galhardo, enviado ao Paraná |

Diante da falta de interesse do eleitorado em participar do programa de doações eleitorais online, a campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem montado barracas nos comícios para incentivar as colaborações.

A iniciativa, batizada informalmente como “Cofrinho da Dilma”, tem como objetivo informar o eleitorado petista sobre a segurança do sistema.

“As pessoas estão começando agora a criar esta cultura. A grande maioria ainda tem medo”, disse a bacharel em turismo Simone Vieira, responsável pelo “Cofrinho da Dilma” no comício de quarta-feira à noite, em Curitiba.

Munida de um laptop, Simone, que até um mês atrás trabalhava na área de passagens e reservas da campanha, explicava aos eleitores como contribuir por meio da página de Dilma na internet.

Segundo ela, o interesse é grande, mas o resultado monetário ainda deixa a desejar. “A maior parte vem para o comício despreparada, sem cartão de crédito ou débito, mas mostra interesse e curiosidade. O resultado deste trabalho não é imediato, é para depois, quando a pessoa chega em casa”, explicou Simone.

O “Cofrinho da Dilma” é mais uma da série de iniciativas da campanha petista para alavancar o programa de doações pela internet que consumiu tempo e dinheiro do partido. Antes das barracas em comícios, a tesouraria da campanha tentou incentivar as doações por meio de diretórios partidários, candidatos a cargos proporcionais e sindicatos simpatizantes de Dilma.

Duas semanas atrás a direção nacional do PT disparou 20 mil e-mails para dirigentes estaduais e municipais do partido pedindo doações. Segundo o tesoureiro da campanha, José de Filippi Jr., até terça-feira foram contabilizadas 1.080 doações online, com média de R$ 112 por pessoa e um total de aproximadamente R$ 120 mil.

“É muito pouco. Seria importante que houvesse uma ampliação do número de doadores, mais importante até do que o valor”, disse Filippi.

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