Campanha da petista monta barracas nos comícios para atrair militantes ao programa de doações eleitorais online

Diante da falta de interesse do eleitorado em participar do programa de doações eleitorais online, a campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem montado barracas nos comícios para incentivar as colaborações.

A iniciativa, batizada informalmente como “Cofrinho da Dilma”, tem como objetivo informar o eleitorado petista sobre a segurança do sistema.

“As pessoas estão começando agora a criar esta cultura. A grande maioria ainda tem medo”, disse a bacharel em turismo Simone Vieira, responsável pelo “Cofrinho da Dilma” no comício de quarta-feira à noite, em Curitiba.

Munida de um laptop, Simone, que até um mês atrás trabalhava na área de passagens e reservas da campanha, explicava aos eleitores como contribuir por meio da página de Dilma na internet.

Segundo ela, o interesse é grande, mas o resultado monetário ainda deixa a desejar. “A maior parte vem para o comício despreparada, sem cartão de crédito ou débito, mas mostra interesse e curiosidade. O resultado deste trabalho não é imediato, é para depois, quando a pessoa chega em casa”, explicou Simone.

O “Cofrinho da Dilma” é mais uma da série de iniciativas da campanha petista para alavancar o programa de doações pela internet que consumiu tempo e dinheiro do partido. Antes das barracas em comícios, a tesouraria da campanha tentou incentivar as doações por meio de diretórios partidários, candidatos a cargos proporcionais e sindicatos simpatizantes de Dilma.

Duas semanas atrás a direção nacional do PT disparou 20 mil e-mails para dirigentes estaduais e municipais do partido pedindo doações. Segundo o tesoureiro da campanha, José de Filippi Jr., até terça-feira foram contabilizadas 1.080 doações online, com média de R$ 112 por pessoa e um total de aproximadamente R$ 120 mil.

“É muito pouco. Seria importante que houvesse uma ampliação do número de doadores, mais importante até do que o valor”, disse Filippi.

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