CGU radiografa corrupção em Dourados

Controladoria Geral da União aponta desvio de R$ 25 milhões em 53 contratos da prefeitura de Dourados (MS)

Alessandra Messias, iG Campo Grande |

O relatório da Controladoria Geral da União no Mato Grosso (CGU-MS) apurou o desvio de R$ 25 milhões em 53 contratos entre empresas privadas que participaram de licitação e prestavam serviço a prefeitura de Dourados (MS). Para a CGU, o fato demonstra o quanto a cidade perdeu com o desvio de recursos públicos, favorecimento em licitações e esquema de pagamento de propina à parlamentares por empresas privadas.

A cidade vive um verdadeiro caos político após a descoberta de que o prefeito Ari Artuzi, o vice Carlinhos Cantos, secretários, vereadores e funcionários administrativos foram filmados recebendo mesada de R$ 10 mil para deixar que empresas privadas atuassem na cidade.Além disso, em cada convênio firmado com a prefeitura os empresários deviam repassar de 10% a 50% do valor do contrato para o prefeito.

O prefeito foi preso no dia 1º de setembro durante a operação Uragano desencadeada pela Polícia Federal de Mato Grosso (PF-MS). Todos esses fatos levaram o vereador Alan Guedes (DEM), empossado ontem na Câmara de Vereadores de Dourados, a protocolar requerimento solicitando cópia do relatório da CGU, para ter condições de abrir novo procedimento de investigação contra os envolvidos.

Nova CPI

Ele também cogita a abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito afastado Ari Artuzi, o vice Carlinhos Cantor e sete vereadores que junto com eles estão presos. Artuzi está sendo investigado pela CPI da Saúde que apura o desvio de R$ 800 mil no convênio com o Hospital Evangélico. Caso seja comprovada a denúncia o prefeito afastado pode ser cassado e ficar inelegível por 8 anos.

Após o afastamento de Artuzi, a cidade foi comandada pelo juiz-prefeito Eduardo Machado que fez uma devassa na prefeitura de Dourados e cortou 800 funcionários fantasmas da folha de pagamento da administração municipal, e economizou R$ 1 milhão para o cofre municipal por mês.

Comissionados

Depois da saída do juiz do cargo de prefeito interino e com a posse de Délia Razuk, no dia 8 deste mês, como prefeita da cidade, o primeiro ato dela no executivo municipal foi encaminhar uma mensagem de comunicação interna deixando todos os cargos de funcionários comissionados dispensados para avaliar a necessidade de continuação dos trabalhos.

O vereador Alan Guedes, que investiga o desvio de dinheiro, também pode ser indicado para compor a Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara Municipal, considerada a mais importante comissão permanente do Legislativo.

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