Casagrande: `Se vierem com agressividade, terão agressividade¿

No último debate na TV, Luiz Paulo vai focar nos indecisos e Brice tentará mostrar que adversários 'surfamr na onda de Hartung'

Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro |

Candidato do PSB para o governo do Estado do Espírito Santo, o senador Renato Casagrande promete responder “à altura” caso seus adversários sejam mais agressivos no último debate na TV antes das eleições do dia 3 de outubro, que acontece nesta terça-feira (28) na TV Gazeta.

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) garante manter o discurso crítico ao adversário, mas quer mesmo é cativar os 18% de eleitores que se declararam indecisos nas últimas pesquisas de intenção de voto. “O fato mais importante das pesquisas é que permanece um número imenso de indecisos”, analisou o tucano, que, apesar ter apenas 12% das intenções de voto contra 61% de seu adversário, se disse confiante “até o último minuto”.

Casagrande: pronto para a briga

Em entrevista ao iG , o senador Casagrande mostrou-se tranquilo e disse que tentará manter o discurso “propositivo” dos último debates. De acordo com ele, sua campanha ainda não traçou estratégias já que o debate “é só amanhã à noite”.

No entanto, garantiu resposta caso seus oponentes venham com críticas agressivas. "Se vierem com agressividade, terão agressividade, resposta na mesma altura", promete. "A minha campanha tem tido bons resultados, porque tenho boas propostas”, afirmou.

Luiz Paulo diz que não tem cartas na manga

Já Luiz Paulo diz não ter “cartas na manga”. O tucano promete criticar o adversário, mas vai poupar o governo de Paulo Hartung (PMDB), a quem apoiou no pleito anterior. A tática é mostrar para os adversários que Casagrande não é o único a ter apoio do governo. 

O fato de Casagrande nunca ter ocupado um cargo executivo é outro ponto que o deputado deve explorar. Mais detalhes, não conta: “Não tenho nenhuma carta na manga, não sou dissimulado. Lutei para que houvesse pelo menos uma hipótese, para que houvesse debate. Unanimidade (esta eleição) não vai ser”, afirmou.

O tucano, no entanto, foi sarcástico ao comentar a atuação de seu principal adversário, ao citar os debates anteriores. Segundo ele, Casagrande não pode fazer críticas à gestão do Estado por ser apoiado por muitos partidos nestas eleições.

“O meu adversário está emparedado por uma aliança de 16 partidos. Como ele é beneficiado pela máquina, ele não tem autonomia para analisar criticamente a conjuntura, com medo de perde o apoio da máquina. É uma campanha feita de obviedades, platitudes e afirmações genéricas de como ele trabalha muito, de como ele veio do interior...”, ironizou.

Brice quer debater o financiamento das campanhas

 A candidata do PSOL focará especialmente na questão do financiamento das campanhas adversárias. "O financiamento de campanha é uma vergonha", afirma. "Não só me prejudica, como prejudica o Estado, porque o balcão de negócios deve ser mantido depois das eleições”, acusou Bragato.

A candidata também promete convencer os eleitores de que Casagrande e Luiz Paulo são candidatos da situação que “querem surfar na onda da boa avaliação” do governo de Paulo Hartung. “Convido os concorrentes a debater sobre os aspectos negativos do governo atual. Nós temos um Estado com muitos problemas".

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