Casa Civil é centro de maracutaia, diz Serra sobre denúncia

Candidato do PSDB à Presidência comenta reportagem envolvendo a ministra Erenice Guerra e seu filho

Adriano Ceolin, enviado a Goiânia |

O candidato do PSDB á Presidência da República, José Serra, afirmou neste sábado, em Goiânia, que a Casa Civil da Presidência da República “é um centro de maracutaia”. De 2005 a abril deste ano, o órgão esteve sob o comando da candidata do PT e sua principal adversária, Dilma Rousseff.

A declaração foi feita por causa de reportagem da revista Veja deste fim de semana. Segundo a publicação, há um esquema de corrupção no governo com a participação de Israel Guerra, filho da atual ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que substituiu Dilma no posto.

Classificando o caso como “gravíssimo”, Serra fez questão de lembrar que os problemas na Casa Civil ocorrem desde a passagem de José Dirceu, deputado petista cassado, pelo cargo. “Eu lembro que no caso do mensalão, no caso José Dirceu, esteve no centro a Casa Civil”, disse.

nullEm seguida, Serra completou lembrando que Erenice foi auxiliar da candidata do PT. “Dilma deixou lá seu braço direito, uma pessoa muito próxima. Hoje, de novo, o centro de maracutaia é a Casa Civil. Acho que tudo isso não pode ser amparado de maneira superficial”, afirmou.

Segundo a Veja , Israel é dono informal da empresa Capital Assessoria e Consultoria, aberta em julho do ano passado. De acordo com a publicação, a empresa se apresentava para fornecedores do governo e cobrava propina de 6%.

Serra também considerou grave a prisão do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), acusado de participar de um esquema de corrupção no Estado. O tucano fez questão de lembrar que a coligação do governador tem o apoio de Dilma Rousseff.

O tucano deu as declarações após participar de evento partidário da comitê central do candidato ao governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo. Também estiveram no evento os candidatos ao Senado da chapa, Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB).

Durante discurso, Serra afirmou que “não tem padrinho”, referindo-se diretamente ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Dilma Rousseff. Mais uma vez, ele disse que a candidata do PT “é envelope fechado”.

“A minha história é conhecida. Não coloquei num cofre”, disse o tucano, em mais outra crítica indireta à Dilma, cujos arquivos de sua participação no movimento esquerdista da década de 60 estão sob custódia da Justiça Militar.

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