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Caravana do PT forma ¿eleitor multimídia"

Coordenadores da campanha digital de Dilma treinam militantes para atuar na "guerra" da blogosfera: dica é mobilizar redes sociais

Andréia Sadi, iG Brasília |

Para a campanha de 2010, os principais partidos dos presidenciáveis desembolsaram grandes quantias para contratar marqueteiros, estrategistas e coordenadores políticos. De olho nas novas mídias, o PT reforçou a equipe com profissionais especializados em transformar o militante em “eleitor multimídia”. Comandada por Marcelo Branco, ex-diretor da Campus Party, o partido programou palestras e workshops em todas as regiões do País até o final de junho para mobilizar os apoiadores de Dilma Rousseff nas redes sociais.

Batizada de caravana digital, as aulas começaram há cerca de um mês e já reuniram cerca de mil pessoas. Durante uma hora, Branco apresenta as ferramentas que servirão de apoio para a campanha digital, como o Twitter e os blogs. “Em Vitória, por exemplo, uma senhora aprendeu a fazer o blog dela com a caravana. Bem idosa, do movimento, entrando na rede”, explicou. Nas viagens, ele conta com a ajuda de Juan Pessoa, que representa a secretaria de comunicação do PT e foi escalado para fazer a articulação política nos Estados. Desde o dia 30 de abril, a campanha já passou por nove Estados com objetivo de transformar os militantes - do PT ou da base aliada - em eleitores multimídias.

Divulgação
Marcelo Branco, ex-diretor da Campus Party, realiza palestras e workshops em todas as regiões do País para treinar militantes do PT
Nesta semana, a campanha começa em Pernambuco e passa pelo Ceará. No dia 28 de junho, está previsto o último evento, no Piauí. “É uma forma de organizar a militância para o trabalho na internet como voluntário. Eles fazem as coberturas, filmam, colocam foto e texto. Ou seja, cobrem o dia a dia das eleições nas suas regiões”, explicou Juan ao iG.

A equipe dispõe conteúdo para além da campanha virtual, o que eles chamam de disputa “offline”. A recomendação, segundo eles, é não atacar os concorrentes tucanos e alimentar o troll - os provocadores da internet. “Eu aconselho a não entrar na baixaria. Eu falo para não responder e não dar bola”, contou Branco. E continuou: "E, claro, o nosso conselho é para que eles não se esqueçam que o Serra é o anti-Lula”.

Durante a primeira fase da pré-campanha, o ex-governador de São Paulo e candidato à Presidência evitou o confronto direto com o governo Lula, que registra recorde de popularidade. Nesta semana, apesar de ter minimizado o crescimento da adversária petista nas últimas pesquisas, Serra aumentou o tom das críticas.

Já na internet, o PT quer ter um exército de 200 mil filiados. O cálculo tem como referência os cadastrados na rede de e-mails do partido, que devem atuar como guerrilheiros da blogosfera, convencer o eleitor a votar em Dilma e rebater ataques contra ela.

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