Capital da empresa de Baracat teve salto de R$ 10 mi em três anos

Criada em 2005 com apenas R$ 10 mil, empresa se transformou em negócio multimilionário

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Criada em 2005 com apenas R$ 10 mil, a empresa de Fabio Baracat transformou-se em um negócio milionário em pouco mais de três anos. Aberta originalmente em nome da esposa do empresário, a companhia - registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) sob o nome Banco de Compensação Tributário Sociedade Empresaria Ltda - contava com um capital social de R$ 10 milhões em 2008.

A empresa de Baracat só passou para o seu nome em julho de 2006. Inicialmente, constavam como proprietários a esposa dele, Daniela Vanice Gelman Jarobiski, e Mario Knoller Junior, apontado como amigo da família. Dos R$ 10 mil usados na criação da companhia, R$ 9 mil pertenciam a Daniela e R$ 1 mil a Knolller.

Quatro meses depois, Knoller deixou a sociedade e deu lugar ao engenheiro Richard Marcel Andrade e a Odair José Venturini. Na época, o endereço de funcionamento da empresa era a própria casa de Andrade, que fica atrás de uma oficina mecânica na zona sul de São Paulo. Andrade disse ter entrado na sociedade a pedido do próprio Baracat, que alegava ter várias dívidas como o Fisco e que, portanto, não poderia assumir a empresa.

Foi só depois da saída de Andrade que Baracat de fato assumiu a companhia, com a injeção de R$9.900 para a formação de capital da firma. Junto com ele, outro sócio de nome Antonio Marcos de Oliveira ingressou na empresa, investindo R$100,00. A operação de troca societária foi registrada na Junta Comercial em 18 de julho de 2006.

A empresa passou, então, a funcionar oficialmente no apartamento onde Fabio Bacarat vivia, na zona sul de São Paulo. Em menos de dois anos, uma nova redistribuição de capital da empresa foi registrada na Jucesp. A empresa, então, contava um patrimônio de R$10 milhões. Antonio Marcos de Oliveira, que entrara para a sociedade com R$100, deixou a empresa pouco tempo depois, em julho de 2010, com direito a R$ 100 mil reais, que correspondiam a 1% do valor total do capital da empresa. 

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