Candidatos preferem críticas às propostas de governo

No primeiro debate na TV, candidatos ao Governo do Pará citam falhas dos adversários, mas esquecem do plano de trabalho

Pollyanna Bastos, iG Pará |

No primeiro debate entre os candidatos ao governo do Pará poucas propostas concretas foram apresentadas, os participantes se dedicaram principalmente a apontar falhas em administrações anteriores dos partidos concorrentes. A governadora Ana Júlia Carepa (PT), por exemplo, foi criticada por Simão Jatene (PSDB) de tentar se apropriar de obras de sua autoria.

Jatene citou como exemplo a construção de cinco hospitais regionais no Estado, que ele construiu quando era governador. Ana Júlia disse que ao assumir encontrou três dos hospitais fechados por falta de equipamentos e apenas durante seu mandato as unidades de saúde foram equipadas e passaram a atender a população.

Jatene também acusou a governadora de gastar mais com publicidade do que com a saúde pública durante os quatro anos de sua administração. E mencionou reportagem do Jornal Nacional da TV Globo, exibida ontem sobre o município de Jacundá, que apontava o Pará como o segundo Estado com a maior taxa de homicídios do Brasil.

Polícia Militar

Ana Júlia revidou. Disse que ao assumir o governo, após o mandato de Jatene, encontrou a Polícia Militar sem equipamentos e sem veículos e que seu governo investiu 67% a mais que o anterior para aumentar o efetivo e dar condições de trabalho aos policiais. Ela também foi questionada pelo candidato do PSol, Fernando Carneiro, sobre devolução de R$ 160 milhões.

Carneiro disse que era recursos do Imposto de Circulação de Mercadoria (ICMS) para a prefeitura de Belém. Carneiro questionou se o acordo extrajudicial, realizado próximo ao início da campanha, não teria sido na verdade uma “barganha” para cooptar o PTB, partido do prefeito de Belém, Duciomar Costa.  Ana Júlia alegou que havia uma ação na justiça pedindo a devolução destes recursos.

E que a negociação foi apenas uma forma de devolver à população verbas às quais tinha direito. Disse que está com a consciência tranquila com relação ao acordo e que lamenta as “insinuações.” Ao final do debate, falou dos investimentos do seu governo nas áreas de habitação, educação e no desenvolvimento econômico do Estado.

Depois citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Assim como o Lula precisou do segundo mandato para fazer o melhor governo da história do nosso país, preciso do deu voto de confiança para continuar."

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