Candidatos investem em história de vida no programa eleitoral

Wagner aproveita para listar as suas realizações no governo e associar a sua imagem à do presidente Lula

Lucas Esteves, iG Bahia |

O primeiro programa eleitoral no rádio e na TV dos principais candidatos ao governo da Bahia foi dominado pelas apresentações de cada um deles, notadamente com ênfase nos relatos de histórias de vida dos postulantes. No programa do governador Jaques Wagner (PT), que busca a reeleição, os marqueteiros atrelaram a história sindicalista do candidato à do presidente Lula.

"A nossa forma de fazer política é diferente", disse Wagner, ao buscar a associação exclusiva com Lula. Além disso, ele listou rapidamente uma série de realizações de sua gestão e apontou pesquisas de opinião que o colocam folgadamente à frente dos adversários com perspectivas de eleição logo no primeiro turno.

 Já Geddel Vieira Lima (PMDB) apostou no histórico de criança inquieta que evoluiu para um adulto e político que realiza projetos e tem pressa para resolver problemas. Juntando depoimentos de familiares e amigos, traçou o perfil pelo qual ficou conhecido à frente do Ministério da Integração nacional, o de homem que tira obras do papel. Aproveitou também para pegar carona nas imagens do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff. "Me tornei amigo do presidente, mas isto não basta. tem que ter vontade de fazer as coisas, de tirar projetos do papel", disse, em alusão ao concorrente do PT.

 Num resgate aos antigos governos carlistas, Paulo Souto (DEM) foi o único a fugir do previsível, tratando de relacionar sua candidatura a símbolos típicos do Estado, como baianas, capoeiristas e sinais que facilmente identificam a Bahia no imaginário popular. O democrata criticou a perda de prestígio que a Bahia sofre em relação aos outros estados do nordeste e também os grandes índices de violência que assolam o Estado.

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