Candidatos gastam 3,83% do previsto para campanha

Serra, Dilma e Marina, juntos, fixaram o limite de gastos em R$ 427 mi. Até agora R$ 16,3 mi foram usados

Severino Motta, iG Brasília |

Os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas de opinião gastaram até agora 3,83% do previsto para suas campanhas. Juntos, José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) apresentaram à Justiça Eleitoral uma previsão de gastos de R$ 427 milhões para as candidaturas, mas o valor investido até agora ficou em R$ 16,3 milhões.

Os dados fazem parte da prestação de contas parcial que todas as campanhas devem apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que foram divulgados nesta noite no site da Corte.

De acordo com eles, o Comitê Financeiro Nacional para Presidência da República do PT arrecadou R$ 11,6 milhões e gastou R$ 10,1 milhões, ou 6,44% do total previsto para a campanha (R$ 157 milhões).

O Comitê do PSDB arrecadou R$ 3,6 milhões e aplicou R$ 2,6 milhões na campanha. Como o teto fixado para os gastos dos tucanos na corrida Presidencial é de R$ 180 milhões, se gastou 1,47% do previsto.

O Comitê do PV, por sua vez, declarou uma arrecadação de R$ 4,6 milhões e gastos de R$ 3,5 milhões. O teto da campanha foi estimado em R$ 90 milhões, o valor usado representa 3,98% do total previsto para a campanha.

Identificação

A Lei Eleitoral só obriga os candidatos a apresentarem o nome, CPF e CNPJ de pessoas físicas e jurídicas que fizeram doações, bem como os dados dos prestadores de serviço ou fornecedores de material, na prestação final de contas da campanha.

Antes disso, um novo balanço terá que ser apresentado no dia seis de setembro. A prestação final deve ser entregue à Justiça Eleitoral até o dia dois de novembro para quem for até o primeiro turno e 30 do mesmo mês para quem disputar a segunda fase das eleições.

Uma novidade para o pleito de 2010 é que os bancos enviarão para a Justiça Eleitoral um extrato mensal da movimentação financeira dos candidatos. A medida visa impedir que as prestações parciais de contas venham em branco ou com falta de dados – prática comum em eleições anteriores.

Ministros do TSE adiantaram que prestações parciais vazias ou incongruentes com os extratos que os bancos enviarão mensalmente a partir de 11 de agosto poderão configurar irregularidades passíveis de multa e até mesmo de rejeição das contas.

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