Candidatos criticam ausência de Dilma em sabatina em SP

Para Plínio, candidata petista acha que está eleita ou tem dificuldades para enfrentar um debate direto

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Ausência sentida na série de sabatinas realizadas pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em São Paulo, a candidata do PT, Dilma Rousseff , foi alvo de críticas por parte dos adversários nesta segunda-feira. Para Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSOL, a petista acha que já ganhou a eleição, por isso se recusa a participar dos debates.

Segundo o candidato socialista, Dilma tem dificuldade de articular as ideias durante o debate, por isso foge da discussão de ideias. "Ela acha que está eleita ou então tem dificuldade de enfrentar esse debate direto. Vocês viram como ela estava nervosa no debate da TV Bandeirantes?", ironizou Plínio.

A candidata do PV também não poupou críticas a adversária petista. Para Marina Silva , a adversária acha que a estrutura partidária do PT vai assegurar seu desempenho nas urnas. “Os (candidatos) que têm estrutura de TV e alianças de A a Z acham que vão ganhar eleição apenas com tempo de televisão. Seja da situação ou da oposição, eles se consideram oficialmente ganhos. Sou a única que precisa de fato do voto do povo brasileiro”, pontuou Marina.

O candidato tucano José Serra afirmou que não se surpreende com a ausência da candidata e aproveitou para alfinetar o PT. "Normal (a ausência). O PT tem evitado ao máximo debater e se expor", disse Serra.

O próprio presidente da Associação Comercial, Alencar Burti, criticou a ausência de Dilma Rousseff na série de sabatinas realizadas no Memorial da América Latina, na Zona Oeste de São Paulo. De acordo com Burti, a candidata do PT teve uma atitude preconceituosa com os empresários que faziam parte do evento. “Talvez ela tenha achado que encontraria aqui um ambiente hostil. As opiniões e convicções têm que fazer parte do debate. Você tem que dar todo o direito para que as pessoas venham e exponham seu ponto de vista”, disse Burti. “Essa (atitude) não foi boa. Ela se torna preconceituosa em relação a uma entidade que tem muito respeito e muito prazer em recebê-la. E ainda continua disposta. O dia que ela quiser, vai conhecer uma entidade que tem profundo respeito pela liberdade de pensar e empreender”, disse Burti.

A presença de Dilma Rousseff no evento da CACB estava confirmada até sexta-feira passada. Alegando problemas de agenda e a gravação do Jornal Nacional no Rio de Janeiro, a candidata desmarcou o compromisso em São Paulo, sugerindo a presença de seu vice, o deputado federal Michel Temer (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados. Porém, nesta segunda-feira nem o próprio Temer apareceu no evento. Segundo fonte da Associação Comercial, o vice de Dilma não justificou a ausência no evento e nem ligou para desmarcar o compromisso.

A sabatina em São Paulo contou com a participação de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Eles responderam a diversas perguntas sobre reforma tributária, geração de emprego, educação, saúde e reforma agrária. Cada candidato deve 20 minutos de exposição, além de 40 minutos para responder a perguntas da plateia e dos mediadores.

Os presidenciáveis receberam um caderno de 300 páginas com propostas e estudos sobre a situação de cada um dos ministérios do atual governo. As propostas foram elaborados por integrantes da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil.

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