Candidatos ao Senado pela Bahia fazem debate pouco esclarecedor

Regras desfavoreceram a apresentação de propostas e a compreensão geral do que estava sendo dito

Aura Henrique, iG Bahia |

Um confronto pouco esclarecedor, bastante tumultuado e sem vencedores foi o que se viu no 2º debate com os principais candidatos ao Senado pela Bahia, realizado hoje pela TV Aratu, afiliada do SBT . O formato de livre debate, em que dois oponentes dispõem de dois minutos por bloco para discussão sem mediação alguma, desfavoreceu a apresentação de propostas e a compreensão geral do que estava sendo dito. A regra foi acertada com as assessorias dos participantes. 

Como esperado, César Borges (PR) e Walter Pinheiro (PT) foram os mais atacados pelos adversários. Além de serem os líderes nas pesquisas de intenção de voto, 35% e 27% respectivamente, segundo o Vox Populi, são também os únicos que efetivamente representam o poder. Borges é senador e tenta a reeleição, Pinheiro é deputado federal, tendo se licenciado para assumir a pasta de Planejamento no governo Jaques Wagner. 

Os outros postulantes ao cargo presentes, José Ronaldo (DEM), com 10% das intenções de voto, e o Sindicalista França (PSOL), ainda sem expressão em pesquisas, garantiram o tom provocativo da oposição. No primeiro bloco, todos responderam a perguntas do apresentador sem fugir dos temas propostos.

A primeira foi, por sorteio, direcionada ao candidato César Borges, sobre o “flerte” para se aliar à chapa de Wagner, o que não veio a se consumar mais tarde. Ao invés disso, Borges compõe hoje a chapa de Geddel Vieira Lima (PMDB), o que o tornou alvo de severas críticas, sendo, inclusive, acusado de promiscuidade política. “Decidi apoiar não só um projeto, mas também quem pudesse executá-lo”, explicou o senador. O candidato demonstrou grande experiência sobre o trabalho legislativo.

Já Pinheiro buscou embasar suas perguntas e colocações em números oficiais da gestão do governador petista na Bahia. O candidato também usou o espaço na mídia para, algumas vezes, reforçar o nome de Lídice da Matta (PSB), sua companheira de chapa também candidata ao Senado, que cai nas pesquisas, agora com 17% das intenções de voto.

Perguntado por Pinheiro sobre sua relação com o governador Wagner quando prefeito de Feira de Santana, segunda maior cidade baiana, o candidato democrata foi taxativo: “o governador nunca me recebeu, tentei marcar diversas audiências, mas nunca consegui”.

O sindicalista França desferiu ataques diretos ao Senado Federal, apontando as figuras de José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor como aliadas dos demais candidatos presentes no confronto. França defendeu um plebiscito para a extinção da Casa e se disse contra os oito anos de mandato dos Senadores. O candidato afirmou ainda que seu diferencial seria fazer do Senado “a casa do povo”.

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